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Internacional

16/01/2015


Doze pessoas são presas na periferia de Paris em operação ligada a atentados

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Doze suspeitos foram presos hoje (16) em diversos pontos de Paris, em uma operação policial relacionada com os ataques terroristas da semana passada. As prisões ocorreram nas periferias sul e norte da capital francesa e nos bairros de Grigny, Montrouge, Fleury-Mérogis e Epinay-sur-Seine.

A Radio France Info, citando fontes judiciais, informou que os detidos (nove homens e três mulheres) são do círculo próximo dos três suspeitos mortos na semana passada, os irmãos Cherif e Said Kouachi e Amedy Coulibaly. Sem ser cúmplices diretos, os detidos poderiam ter facilitado a logística para a organização do atentado e dos ataques posteriores, que deixaram 17 mortos.

Além disso, na manhã desta sexta-feira (16), um falso alarme de bomba obrigou equipes de segurança a evacuar a movimentada estação de trem e de metrô Gare de l'Est, em Paris. Uma mala abandonada na estação foi encontrada e obrigou a polícia a retirar as pessoas. Duas horas depois, após periciar o lugar com especialistas em explosivos, a polícia constatou que se tratava de um alarme falso e reabriu a estação.

Na quarta-feira da semana passada (7), dois homens encapuzados e armados, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 anos e 34 anos, respectivamente, entraram na redação do Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas.

Depois de dois dias em fuga, eles foram mortos na sexta-feira (9), durante ação de forças de elite francesas em uma gráfica em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde estavam. Em outro atentado, na quinta-feira (8), uma agente de polícia municipal foi morta no sul de Paris, tendo a polícia estabelecido ligação com os dois jihadistas autores do atentado ao Charlie Hebdo.

Na sexta-feira (9), no fim da manhã, quatro pessoas foram mortas em um supermercado kosher (judaico), no leste de Paris, por Amedy Coulibaly, 32 anos, em operação policial. Ele invadiu o mercado e fez reféns. Em entrevista a uma emissora de televisão francesa, Coulibaly disse que agiu conjuntamente com os irmãos Kouachi.

(Da Agência Brasil)

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