menu

Brasil

27/11/2015


“É possível recuperar o Rio Doce”, afirma presidente da Vale

Os danos causados pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana (MG), na região central de Minas, degradaram pelo menos 80% do Rio Doce. Também não há previsão de quanto tempo vai demorar a recuperação ambiental de um dos principais cursos d'água do Sudeste do País. Quem afirma é o diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, que também anunciou a criação de um fundo voluntário, com a participação da Vale, da BHP Billinton e de outras empresas que queiram ajudar na completa revitalização do Rio Doce e da região atingida pela lama.

A empresa é detentora de 50% da Samarco. Os outros 50% pertencem ao grupo australiano BHP Billinton. “Estamos aqui trazendo certeza para os investidores, que vamos saber reagir. A empresa afirma que já está conversando com entidades públicas e particulares. O fundo vai ter uma gestora e um conselho”, disse. "O rio Doce vai ser transformado em um modelo de como se cuida de um rio no país. Esse é o compromisso da Vale", acrescentou.

De acordo com o dirigente, “as empresas que quiserem participar serão bem-vindas. Não será modelo imposto e Vale terá participação especial neste trabalho coletivo para recuperação do rio Doce". "É possível a recuperação”, acrescentou. O dirigente não informou qual o valor do fundo nem que medidas serão postas em prática para a recuperação.

Diretores da mineradora Samarco informaram, no início deste mês, que foram despejados no meio ambiente 62 milhões de metros cúbicos de lama, o suficiente para encher 24 mil piscinas olímpicas (de 50 metros). Os Bombeiros identificaram nove corpos de quem gente que morreu por conta da tragédia. A lama chegou ao litoral norte do Espírito Santo.

Segundo o relator do Código da Mineração, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), o desastre ambiental em Mariana (MG) pode custar de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. O levantamento foi atribuído a técnicos da Câmara e do Senado (leia mais aqui). A Samarco foi multada em R$ 250 milhões pelo governo federal, e em R$ 112 milhões pelo executivo mineiro.

Notícias relacionadas