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Brasil

14/03/2014


Edifícios verdes e econômicos

Na 87ª Edição

Os números impressionam: a construção civil consome cerca de 60% de toda a energia produzida no mundo. O consumo de água potável chega a 30%, e esse setor é responsável por 90% dos resíduos sólidos do planeta. Os dados da ONG Green Building Council Brasil (GBC) deixam claro que não dá para negar o tamanho do impacto ambiental causado pelas construções – desde a aquisição da matéria prima, através de extração de minérios para o polo cimenteiro, até o resíduo final de uma obra.

Pensando nisso, as construtoras estão propondo soluções e adquirindo certificações ambientais, visando ficar em paz com a natureza. De acordo com Maria Fujihara, coordenadora técnica da ONG GBC, as empresas da área estão começando a se preocupar com a sustentabilidade. “Cada edificação tem, em média, 60 a 80 anos sem que seja preciso uma demolição ou uma grande reforma estrutural. Quando você passa a se preocupar com o tamanho do impacto ambiental você prorroga o tempo de vida útil dos prédios”, assegura.

Apesar de não ser algo tão recente, a construção civil só veio efetivamente se preocupar com a questão ambiental no início da década de 70. Em 1972, o UN Conference on Human Enviroment foi provavelmente o primeiro encontro mundial sobre o problema ambiental, realizado em Estocolmo. Ele resultou em uma declaração sobre o que era chamado de “ambiente humano”. “Em 1973, com a crise do petróleo nos Estados Unidos, a escassez de energia resultou no desenvolvimento de edifícios com baixa energia incorporada e baixo consumo de energia durante o uso”, explica Maria Fujihara.
Depois da ECO´92, as empresas brasileiras passaram a buscar soluções eficazes na diminuição do impacto ambiental. Isso tem reverberado até hoje. Nosso país ocupa o quarto lugar entre os que mais concentram edificações feitas a partir de critérios ambientalmente adequados. “Os Estados Unidos reúnem o maior número de empreendimentos em análise, seguido pela China e pelos Emirados Árabes. Mais de 720 projetos brasileiros aguardam a certificação internacional conferida pela GBC”, confirma Fujihara.
 

(Saiba mais na  edição 87 da Revista Nordeste já em todas as bancas)

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