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Brasil

25/01/2019


Eleições no Senado: Renan se credencia como contra-ponto indispensável

Já faz algum tempo que, nos bastidores do Senado Federal, fala – se com alguma repetência o fato de que o senador reeleito de Alagoas, Renan Calheiros,  age para se credenciar na perspectiva de vir a presidir a Casa Alta do Congresso Nacional, embora ele resista em assumir tamanha missão.

O fato é que, diante da nova conjuntura política e partidária nacional, sua eleição será indispensável para o equilíbrio de forças entre os Poderes pelo seu nível de conhecimento do regimento congressual.

Em contato com o Blog, o senador ponderou que a realidade exige ponderação e tirocínio porque prevê tempos esquentados, daí a necessidade de não se precipitar nem fugir da raia, se esta for a condição mais na frente.

CALDO DE GALINHA

Alagoano  de competência política reconhecida, Renan Calheiros é o único sobrevivente das Eras Collor, Sarney  e Temer sem ignorar os tempos do PT ( Lula e Dilma), suas duas bases de lançamento renovado para chegar à reeleição como pouco ousaram consolidar.

Precavido, ele lembra a sabedoria popular de Pajuçara (Maceió) e do bairro da Torre (em João Pessoa) segundo a qual, a tal da precaução e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

A história é simples: ele não quer estar no algo dos inimigos antigos e novos, como se prenunciam alguns da nova Ordem política recheada de muitos preconceitos.  Por isso, dentro e fora da base aliada de Lula ele prefere seguir devagar e devagarizinho,  como fiz o samba de Salvador.

DOMÍNIO SINGULAR

Dos que foram reeleitos e dos tantos  neófitos na casa nenhum tem o conhecimento profundo do regimento,  das normas e dos atores do Congresso Nacional na correlação com os demais Poderes constituídos,  agora os partidos e a sociedade organizada.

Renan é quem pode barrar regimental mente a fase de excessos já em articulação pelo Governo Bolsonaro afetando bases estruturais do tal Estado Democrático de Direito. Somente um líder com histórico de superação do tamanho de Renan pode se arvorar mesmo sem querer vir a presidir o Senado da República.

De certa forma,  os partidos e as bases de Oposição precisam muito mais dele do que o contrário,  mesmo sabendo de nomes da estirpe de Jaques Wagner, Cid Gomes, Humberto Costa e companhia.

NADA DE A

Esta não é hora de purismo. Pouco importará neste momento viver olhando para o retrovisor  visando identificar algum problema no histórico de Renan.

O fato é que ele e seu filho foram reeleitos pela Oposição com reconhecimento do saldo do que representam.

No caso do senador é o mais preparado dos integrantes da Casa Alta para esta fase da vida nacional pela capacidade e domínio que acumulou.

SÍNTESE

O tempo conspira a favor de Renan,  ainda recatado, mas pronto para a nova missão: dar sustento político e legal para a Constituição não ser rasgada ou implodida.

Dilma Rousseff sabe disso na pele – e todos também do Congresso Nacional, também.

Se traduz em Vitória da Democracia estabelecendo contra – ponto institucional indispensável nos tempos de hoje.

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