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Brasil

10/07/2014


Em evento político em PE Dilma e Lula criticam Aécio

Nesta Edição

No primeiro evento político contra o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), e dentro do seu quintal, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT) foram cuidadosos ao discursar no evento de inauguração da Via Mangue, em Recife. Eles tentaram não elevar o tom do discurso, destoando da plateia, que queria ver mesmo era um maior acirramento político.

Lula, que não voltava em Pernambuco há três anos, parecia decidido a não falar em Eduardo Campos. O nome do ex-governador, aliás, não foi citado nominalmente por nenhuma das lideranças com direito à fala durante o evento. Ao responder a 'provocação' feita pelo deputado federal João Paulo, de que 'Lula gostava muito do ex-governador', o ex-presidente manteve a diplomacia, ao invés da guerra declarada.

"Dei ao ex-governador o mesmo tratamento que dei a todos os governadores, pois eu sempre tratei todo mundo igual. Dei a Jarbas Vasconcelos (ex-governador de Pernambuco pelo PMDB e hoje senador) um tratamento e respeito que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não deu. Nós não fizemos distinção pelo partido, porque tínhamos o compromisso de dar o pontapé inicial em uma mudança efetiva no Nordeste", relembrou o ex-presidente.
A presidente Dilma incorporou o discurso de 'paz e amor' do aliado, utilizado com sucesso na campanha petista de 2002. Sem citar nominalmente Eduardo campos, Dilma preferiu centrar suas críticas atacando as pretensões do pré-candidato tucano à presidência, Aécio Neves (PSDB). Ela propôs uma comparação de gestões.

"Tudo o que eles (os tucanos) não fizeram quando tiveram a oportunidade de governar (esse país) e que criticaram quando nós decidimos fazer, agora eles dizem que farão. Eles dizem que os programas sociais não são monopólio do PT, mas sempre criticaram o Bolsa Família, ao que chamaram de 'Bolsa Esmola', o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos, e porque eles iriam manter estes programas agora?", cutucou Dilma.

Antes de encerrar o seu discurso, Lula alertou os petistas e aliados de que a campanha eleitoral será muito dura e pediu que eles partissem em defesa da presidente Dilma. Ainda fez questão de relembrar o episódio ocorrido na abertura da Copa do Mundo, onde a plateia deu uma vaia e fez xingamentos contra a presidente, o que ele considerou de “cretinice”.

“Não foi uma ofensa à presidente, foi um ato de cretinice. A nossa vitória será a nossa vingança”, disse um Lula mais exaltado, chamando a elite brasileira de “preconceituosa”. Ele finalizou, ao ressaltar que “essa campanha corre o risco de ser violenta, porque a elite está conseguindo fazer o que nunca conseguimos fazer: despertar o ódio e que ele tome conta de uma campanha. E (eles) não medirão esforços para a quantidade de mentiras e preconceitos que vão contar. Nós temos que dizer, em alto bom som: se ofender a Dilma estão ofendendo a cada um de nós”.

A plenária do PT, realizada em 13 de junho, em uma casa de recepções no Recife (PE), reuniu mais de 2.500 pessoas, entre partidos aliados e lideranças petistas, em torno da pré-candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao Governo do Pernambuco, e do deputado federal João Paulo (PT), ex-prefeito de Recife, ao Senado.
 

(Leia a reportagem completa na edição nº91 da Revista Nordeste, à venda em todas as bancas)

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