menu

Brasil

10/11/2015


Em meio à crise, operadoras de celular ofertam tarifas mais baixas

Um dos bons efeitos da crise é que as operadoras de telefonia Claro, Oi e TIM lançaram estratégias para que o cliente passe a usar chip de uma única empresa. Quem ganha com isso é o consumidor. A concorrência entre as companhias aumenta, diminuindo tarifas de pacotes de dados, de ligações entre operadoras distintas e aumentando a franquia de consumo.

Glaucionor Oliveira, professor do departamento de telemática do Instituto Federal do Ceará (IFCE), avalia que a previsão já era a de que houvesse o barateamento de ligações entre operadoras. “As pessoas são obrigadas a ficar com aparelho de dois chips ao invés de apostar em um de melhor tecnologia. Como há interesse pelo preço baixo, utilizam-se chips de várias operadoras, porque em um a ligação é mais barata, em outro a internet. No resto do mundo isso não acontece, pois um plano resolve sua vida”, diz.

Mas as novas estratégias somente são possíveis devido ao Plano Geral de Metas de Competição (PGCM) da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que vem baixando o valor de uso de rede móvel (VU-M) – tarifa de interconexão para uma prestadora terminar a chamada utilizando a rede de outra operadora.

“Essa redução criou condições para que as operadoras móveis pudessem ofertar planos de serviço que contenham tarifas iguais para ligações on-net e off-net”, informou a Anatel, em nota. De R$ 0,43 em 2011, o VU-M médio chegará a R$ 0,02 em 2019.

A primeira empresa a ofertar plano com chamada de mesmo valor para operadoras distintas foi a TIM. “O valor médio de uma ligação entre usuários de operas diferentes é de R$ 1,50, quarenta vezes mais caro que uma chamada entre operadoras”, diz Daniel Moreira, diretor de vendas da TIM Nordeste, sobre a média do mercado. Para ter o benefício, o cliente precisa aderir a planos específicos.

A Oi também aderiu a tarifas entre operadoras sem diferenciação em alguns planos. “A tendência é que as pessoas passem a usar um único chip e ganhemos participação de mercado, como no interior do Ceará”, diz Roberto Guenzburger, diretor de produtos Oi.

Já a Claro resolveu focar em barateamento de conexão de dados e, a partir de hoje, libera uso ilimitado de Whatsapp, Facebook e Twitter mesmo após o fim da franquia de internet. “Temos 70 milhões de usuários com smartphone no Brasil”, justifica André Peixoto, diretor da Claro Nordeste.

Em resposta ao O POVO sobre como responderá às campanhas das concorrentes, a Vivo afirma, em nota, que “não altera sua estratégia de reforçar as ofertas de planos de dados”.

Beatriz Cavalcante
O Povo

Notícias relacionadas