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Brasil

27/05/2014


Em protesto, homem pede a Geraldo análise do caso Estelita

Pernambuco

O publicitário Sérgio Urt interrompeu o término da solenidade realizada pela Comissão da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara (CMVDHC), nesta terça-feira (27), para cobrar ao prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), revisão do projeto que define a demolição do Cais José Estelita para dar lugar a construção de 12 torres de até 45 andares. Ao encerramento da última fala no evento realizado na Igreja São José dos Manguinhos no Recife, o homem gritou “eu protesto” e dirigindo-se ao gestor municipal cobrou providência em relação à demolição do espaço.

Urt gritava em voz alta afirmando ter sido agredido no último dia 21 de maio por sete homens da Construtora Moura Dubeux e cobrava atenção do socialista. “Não vire as costas prefeito”, pedia.
Tentando desviar do publicitário, Geraldo Julio cumprimentava rapidamente autoridades presentes no evento e sem falar com a imprensa seguia para a saída lateral da igreja quando Sérgio Urt o alcançou. “Somos autores de três ações populares”, destacou e em seguida o prefeito respondeu: “Mas a decisão foi da justiça”, explicou Geraldo. Ainda cobrando explicações, o publicitário questionou porque o gestor não revisava o projeto e porque não dialogava. “Eu não posso revisar. Foi uma decisão judicial, não cabe a mim. Eu converso, eu estou aqui publicamente conversando com você, mas não cabe a mim e não posso mudar nada”, ratificou.
O publicitário ainda pediu para ter uma conversa com Geraldo Julio posteriormente e ela garantiu conversar em outro momento, mas sem marcar a data saiu. “Quando prefeito? Quando podemos conversar ?”, questionou Urt sem respostas. Segundo o publicitário, a agressão sofrida por ele foi registrada na Central de Inquérito da Agamenon Magalhães.
Contestação – Já a advogada e integrante do Direitos Urbanos, Liana Cirne contestou a declaração do prefeito do Recife sobre o julgamento das ações. “Há cinco ações judiciais em curso discutindo a ilegalidade do projeto, mas nenhuma delas foi decidida. O Judiciário está analisando a questão, mas a Justiça Federal determinou a suspensão da obra durante o andamento dos processos”, rebateu.

 

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