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Brasil

17/11/2015


Em queda e vaiado por militantes do PMDB, Cunha defende revisão do partido

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi vaiado por militantes do PMDB momentos antes de sua participação no congresso realizado pelo partido nesta terça-feira (17).

Cunha, que é investigado por suspeita de participação no esquema de corrupção na Petrobras e por manter contas bancárias secretas no exterior, disse que o PMDB "não pode se calar" por causa de "meia dúzia de carguinhos" e que ainda chegará o momento de a legenda decidir deixar a base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff.

"Nós não participamos, não formulamos e não temos compromisso com aquilo que está sendo colocado [pelo governo da presidente Dilma]", afirmou Cunha. Segundo ele, "ninguém tem dúvida de que o PMDB lançará candidato em 2018", e que o partido "não vai poder se furtar a debater no momento oportuno qual será o seu caminho".

O congresso do PMDB é visto como o primeiro passo para que legenda deixe a base governista como já vem sendo cobrado por diversos membros da legenda. Com os microfones abertos, a ala dos insatisfeitos com o governo não poupou críticas à presidente Dilma.

"O impeachment ou não impeachment não depende da gente, mas tem algo que depende. Não é o afastamento da Dilma Rousseff da presidência da República, mas o afastamento do PMDB dela, para que possamos construir um partido que tenha discurso", afirmou o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Abaixo, reportagem da Reuters:

Cunha diz que PMDB terá que discutir se continua ou não no governo

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta terça-feira que em algum momento o partido precisará discutir se vai deixar o governo ou se vai continuar atrelado a um projeto que, segundo ele, não tem a real participação peemedebista.

Defensor do desembarque do PMDB da administração da petista Dilma Rousseff, Cunha aproveitou discurso no congresso nacional da fundação peemedebista Ulysses Guimarães para dizer que a voz do partido não será abafada por meia dúzia de "carguinhos" daqueles que não têm compromisso com a legenda.

O PMDB ocupa hoje sete ministérios, entre eles a importante pasta da Saúde, e o vice-presidente da República, Michel Temer, que é também o presidente da legenda.

Cunha disse ainda que o PMDB não vai poder se furtar de debater seu destino e ressaltou que "é inevitável" que o partido tenha candidato próprio à Presidência da República em 2018.

Brasil 247

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