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Brasil

04/04/2014


Entre 132 países, Brasil fica em 46º em ranking de progresso social

O Brasil é o país mais avançado socialmente do grupo chamado Brics, que inclui também Rússia, Índia e China. Segundo o Índice de Progresso Social, divulgado nesta sexta-feira (04), o País aparece em 46º lugar no ranking de 132 nações avaliadas pelo Instituto Social Progress Imperative.

O Índice de Progresso Social (IPS), elaborado pelo professor Michael Porter, da Universidade de Harvard, avalia dados como saúde, moradia, segurança, acesso à informação, sustentabilidade, e acesso à educação para classificar os países.

Dos dez primeiros colocados, oito são da Europa. A Nova Zelândia ficou na primeira colocação com 88,24 pontos. Na sequência estão a Suíça, Islândia, Holanda, Noruega, Suécia, Canadá, Finlândia, Dinamarca e Austrália. Na América do Sul, o Brasil fica atrás do Uruguai (26º), Chile (30º) e da Argentina (42º).

Os outros países que formam o grupo de países emergentes chamados de Brics tiveram colocações piores que a do Brasil. A África do Sul ficou na 69º posição, à frente da Rússia (80ª), China (90ª) e Índia (102ª).

Todos os outros emergentes apresentaram um baixo desempenho em progresso social, o que, segundo o estudo, sugere que o rápido crescimento econômico ainda não está se convertendo em melhoria de vida para os cidadãos desses países.

"Até hoje, sempre se supôs que há uma relação direta entre crescimento econômico e bem-estar. No entanto, o IPS mostra que nem todo crescimento econômico é igual", afirma o professor Michael Porter. "Embora um alto PIB per capita seja relacionado a progresso social, essa conexão está longe de ser automática", afirmou.

Nas três grandes categorias que compõem o estudo, o Brasil ocupa a 36ª posição em "Oportunidade", a 38ª em "Fundamentos de bem-estar" e 74ª em "Necessidades humanas básicas". Nesta última categoria, o País ficou em posições baixas em cinco itens: segurança pessoal (122ª), terror político (107ª), quantidade de crimes violentos (103ª), mortes no trânsito (104ª) e taxa de homicídio (109ª).

No final da lista aparecem Burundi (130ª), República Centro Africana (131ª) e Chade (132ª).

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