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Maranhão

24/05/2016


Estado inicia vigilância contra a peste suína

O Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS) da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) intensifica o cadastramento e a vigilância epidemiológica de propriedades criadoras de suínos, a partir desse mês. As ações fazem parte do cronograma do bloco pecuário do Nordeste e Pará, criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para alcançar a meta de reconhecer o Brasil como área livre de peste suína clássica até 2019.

A mudança de status sanitário de Pernambuco, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Piauí e Pará é discutida desde 2013. “O último foco de peste suína clássica, no Maranhão, foi em 2008. Para você tirar um estado do status de área infectada, é necessário que não haja notificação da doença por pelo menos dois anos. Isso significa que nós já estamos com bastante tempo e estamos querendo avançar”, declarou a fiscal agropecuária responsável pelo PNSS no Maranhão, Teresinha de Lisieux Castro.

Após uma reunião realizada em Brasília com a presença de representantes dos estados que já conquistaram o status sanitário, no fim de abril, o Mapa organizou a primeira reunião do bloco pecuário do Nordeste e Pará, de 9 a 12 de maio, para definir o cronograma de ações estratégicas do programa. No Maranhão, as ações de cadastramento de propriedades com mais de 60 suídeos e de vigilância epidemiológica se iniciam na segunda (23), em Balsas.

“As ações de combate à peste suína clássica estão diretamente ligadas ao trabalho do Governo do Estado voltado para as cadeias produtivas, especialmente a de grãos, que envolve suínos e aves, na transformação de proteína vegetal em proteína animal. A importância desse trabalho é tão grande quanto é a manutenção do estado como livre de febre aftosa para a cadeia da carne e couro”, observa o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser.

Atualmente, o sul do Brasil centraliza 80% da criação de suídeos, mas o Maranhão também conta com grandes criadores de suínos, como a Agromina, em Balsas. “A Agromina está completamente tecnificada, atende a todos os requisitos para uma granja certificada, mas, como nós somos área de circulação viral, o criador fica impossibilitado de comercializar fora do estado. Por isso, temos que avançar”, explica Lisieux.

Peste suína clássica

A peste suína clássica é uma doença hemorrágica de notificação obrigatória, que provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal. Ela está lado a lado com a febre aftosa, no entanto, enquanto esta não é uma doença que pode ser transmitida ao homem (zoonose), a peste suína tem duas diretrizes. “Ela também não é uma zoonose, porém, pelas subdivisões do vírus que a provocam, existe a possibilidade de se desenvolver uma zoonose futura, algo que ainda está em estudo”, esclarece a fiscal.

À exemplo da febre aftosa, o maior impacto da peste suína ainda é econômico. Se surge um foco em algum dos estados dos polos pecuários, por exemplo, todos os outros estados são penalizados. Os últimos casos registrados no Brasil ocorreram em agosto de 2009, no Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.

Em 2015, Rio Grande do Sul e Santa Catarina conquistaram reconhecimento internacional como área livre da doença, e, em fevereiro deste ano, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aprovou o pedido de reconhecimento de outros 14 estados e o Distrito Federal. A previsão é de que até 2017, o bloco pecuário do Nordeste e Pará realize inquérito soroepidemiológico para também chegar a esse status.

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