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Sergipe

17/07/2015


Estado tem o pior ano para o comércio: 4 mil foram demitidos

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que Sergipe apresentou este ano o pior mês de maio desde 2003 para o comércio varejista. Nos postos de emprego do ramo, mais de 4 mil já foram demitidos.

Na tabela, o Estado marcou uma média de 2,6% de variação do volume de vendas varejistas por Unidade da Federação e 1% do comércio varejista ampliado. No país, o volume recuou em maio deste ano, com -0,9% comparado a abril e -4,5% que maio de 2014. Entre os ramos, dois deles ficaram no topo da lista: o de móveis e eletrodomésticos com -18,5% e livros, jornais e revistas com – 11,8%.

Segundo Luis Moura, economista e coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), a situação é delicada. “Não é só em Sergipe que isso está ocorrendo, mas em todo País. Está acontecendo o aumento da inadimplência, dos juros de empréstimos, das demissões e das restrições de crédito que estão dificultando as vendas”, explicou.

Luis esclareceu ainda que esses dados geram outras consequências para a economia nacional. “Essa queda está gerando mais algumas também na produção das indústrias e nos empregos gerados”, destacou.

Mesmo com toda crise, o economista falou que as facilidades são várias, mas a população resiste. “As facilidades são diversas, mas as pessoas estão pensando muito antes de realizar a compra. Nunca foi tão fácil adquirir um carro no país, mas as pessoas não tem dinheiro”, comentou.

Breno Barreto, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) ressaltou que o clima no segmento é desanimador. “As vendas estão fracas com o aumento da inadimplência. Além da elevação dos juros que dificultou o crédito e tirou o dinheiro de circulação”, disse.

O dirigente concordou que desemprego está contribuindo com os números baixos. “Esses desempregos foram a gota d’ água para Sergipe. Já foram exatamente 4.046 demissões no comércio do Estado. Todos estão sofrendo com isso, principalmente aqueles que perderam o poder aquisitivo de compra”, falou. 

Jornal da Cidade

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