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Brasil

11/04/2014


Estado teve 167 condenações no TCU em cinco anos

Rio Grande do Norte

O Tribunal de Contas da União apresentou a estatística de que nos últimos cinco anos aplicou 167 condenações, implicando em R$ 90 milhões de ressarcimento aos cofres públicos, além de R$ 4,1 milhões em multas. Entre os principais problemas detectados pelo Tribunal estão a falta de projetos básicos em licitações, problemas em contratos e em convênios celebrados.

“Gostaria que estivesse menos (a estatística do Rio Grande do Norte). Em relação ao Brasil não está alta porque temos muitas condenações no país por falta de planejamento, em nível municipal, estadual, federal. O TCU tem tido um trabalho muito independente”, disse o presidente da Corte de Contas da União, ministro João Augusto Nardes.

Ao avaliar o evento promovido ontem pelo TCU, em Natal, o ministro ressaltou a necessidade do órgão se aproximar dos gestores. “O Diálogo (nome que é dado ao evento) de vir para as capitais, estamos fazendo no Nordeste, é no sentido de que a gente possa orientar os municípios, governos estaduais de que é necessário trabalharmos em conjunto e que a Corte de Contas do Brasil, junto com o Tribunal de Contas, possam fazer relatórios sistêmico sobre saúde, segurança e mostra onde estão as dificuldades”, comentou.

A governadora Rosalba Ciarlini, que participou da abertura do evento promovido pelo Tribunal de Contas da União elogiou a iniciativa. “Os gestores e suas equipes passam a dialogar mais com o Tribunais de Contas para que possamos ter medidas, métodos que ajudem mais aos Estados para que possam cada vez mais zelar pelo dinheiro público e assim tenhamos ações de desenvolvimento em favor da população”, destacou.

Rosalba Ciarlini lembrou do caso da barragem de Oiticica e disse que a obra só foi retomada depois de ajustes no preço. “O governo (do Estado) trabalha tudo muito transparente. Quantas vezes eu fui ao TCU porque Oiticica (a barragem) era uma obra que tinha sido licitada no Governo passado, estava superfaturada, foi preciso fazer uma modificação, reduziu em R$ 30 milhões para poder o TCU autorizar que pudéssemos iniciar a obra”, detalhou.

Tribuna do Norte

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