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Ceará

03/05/2016


Estudantes ocupam escola em Fortaleza

O coletivo de estudantes Núcleo Popular ocupa mais um escola estadual em Fortaleza, nesta terça-feira, 3. O Colégio Estadual Presidente Humberto Castelo Branco, situado na rua Irmã Bazet, no bairro Montese, é a quarta instituição no Estado e a terceira em Fortaleza a ser ocupada pelo movimento. Os alunos reivindicam melhorias na estrutura do prédio, aumento da verba da merenda e passe livre. A ocupação começou às 9 horas.

O diretor do colégio, João Gutemberg, diz que todos os jovens que estão no local são matriculados na instituição. "Nós conversamos com eles pela manhã e a escola é deles. Faz parte do protagonismo juvenil", disse.

O Núcleo Popular não informou o número de alunos que ocupam a escola nesta tarde, mas segundo a direção da escola, oito alunos estão no local. Pela manhã, cerca de 40 alunos estavam na escola, incluindo os estudantes dos cursos preparatórios para Enem, Redação, reforço de matemática e Olimpíada Brasileira de Astronomia.

Na tarde da última segunda-feira, 3, os estudantes da Escola de Ensino Fundamental e Médio Irapuan Cavalcante Pinheiro, no Conjunto Esperança, fizeram uma assembleia para decidir uma possível ocupação. "Eles definiram que não iriam ocupar no momento, mas estão fazendo atos em prol das melhorias na educação", relatou a diretora da escola, Adriana Almeida.

Durante a manhã desta terça, os estudantes do Irapuan Cavalcante Pinheiro e de outras escolas do bairro reivindicaram melhores condições para a rede estadual em um ato chamado de "cadeiraço". Eles levaram as cadeiras das escolas e bloqueram algumas ruas do bairro Conjunto Esperança.

Segundo Adriana, mesmo com a greve de professores a escola tem realizado alguns "aulões" voltados para o Enem. "Na semana que vem vamos intensificar a questão das inscrições por entender que o exame não para", diz.

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) voltou a afirmar que "está aberta ao diálogo com professores e alunos", mas ainda não divulgou nenhuma data para negociar com as categorias. ''A Seduc não impedirá o acesso de alunos à escola desde que haja respeito ao patrimônio. De acordo com o Código Civil, os pais são responsáveis legais por quaisquer atos de seus filhos'', completa.

O Povo Online

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