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Brasil

21/09/2015


Ex-ministro da Aviação Civil, amigo de Temer, afirma que PMDB não trai

Apontado pelo Palácio do Planalto como um dos líderes da conspiração pró-Temer, o ex-ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, concedeu uma entrevista à jornalista Daniela Lima, que só reforçará essa percepção.

Nela, Moreira Franco disse que o PMDB não trai, mas também apontou o que seriam "erros bárbaros" do governo federal. "O PMDB não conspira, não trai. Ao longo de toda a sua trajetória, e são 50 anos, o PMDB sempre teve a política como ferramenta de atuação. É um partido que tem a cultura da conversa, do diálogo e da maioria. O impeachment não pode ser tratado como algo banal, trivial. Ele não é. Mas aqui foi um tema introduzido pelo governo e, mais grave, pela presidente", afirmou

Moreira disse ainda que vice-presidente Michel Temer tem sido "incompreendido" pela sociedade. "O Michel tem sido cauteloso, cuidadoso e incompreendido. O zelo é tamanho que ele assume o ônus de se explicar, o que por si só não é bom, mas ele assume".

Em relação ao desfecho da crise, ele não se comprometeu com a presidente Dilma. "Impossível prever. A velocidade dessa crise é surpreendente… O acúmulo de erros, de equívocos é uma coisa bárbara. A bateção de cabeça…"

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Ele criticou ainda a suposta desconfiança do Planalto em relação aos aliados. "Primeiro, porque [o governo] não confia em ninguém. Não entende que aliança não é casamento. Aliança é algo feito em torno de um projeto. As sugestões que se leva são sempre malvistas, nunca são nem sequer meditadas. Parecem não compreender que não se governa só com voto de deputado. Governa-se com saber, com humildade para convencer e ganhar as pessoas."

Moreira Franco também disse que a CPMF dificilmente será aprovada e lembrou que Temer já deu declarações contrárias à criação de novos impostos – o tributo é a peça principal do pacote de ajuste fiscal lançado pela presidente Dilma.

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