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Brasil

25/11/2014


Falta de água faz com que preço de carros-pipa dobre em Maceió

Alagoas

Moradores de edifícios de Maceió estão encontrando dificuldades para contratar serviços de carros-pipa. É que o preço cobrado por alguns servidores subiu cerca de 100% nos últimos dias. Segundo a Associação dos Transportadores de Água da capital, o problema foi gerado com o surgimento da alta demanda de clientes, já que com as obras de manutenção da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) na Estação de Tratamento de Água (ETA) Pratagy, localizada no complexo Benedito Bentes, alguns bairros da capital estão sem abastecimento.
Durante a realização dos serviços, que teve início na na última terça-feira (18) e deve durar 30 dias, a produção de água da ETA está reduzida pela metade e dessa forma, alguns bairros sofrem com a falta d'água, como Benedito Bentes, Farol, Jacintinho, Feitosa, além de toda a região que vai do Poço até Cruz das Almas e também do Centro ao Pontal da Barra.

Quitéria Barros é síndica de um edifício localizado no bairro Stella Maris e se diz surpresa com o preço que está sendo cobrado pelas fornecedoras de carros-pipa.
"Liguei na semana passada para algumas empresas e o valor estava entre R$250 a R$300, mas esta semana 13 empresas informaram que o serviço está R$ 600. Pago em média R$ 800 de água por mês na Casal e um carro-pipa só dura dois dias, a esse preço, a despesa vai multiplicar e não temos condições de arcar com tudo isso", reclamou a síndica.
De acordo com o presidente da Associação dos Transportadores de Água de Maceió, Murilo Rezende, o aumento no valor do serviço é devido à contratação de funcionários e horas extras, por conta da alta demanda.
"Estamos trabalhando 24h por dia, a demanda está grande e não conseguimos atender a todos. O preço normal é R$ 350, mas tivemos que aumentar. A obrigação era da Casal ter avisado com antecedência e feito uma reunião conosco para podermos atender melhor os nossos clientes", ressaltou ao afirmar que as empresas não se reuniram para discutir um valor fixo a ser cobrado.

À reportagem do G1 a Casal informou que não tem relação com as empresas de carro-pipa e que o serviço na ETA tinha que ser feito para melhorar a distribuição de água na cidade.
Já quem não conta com a alternativa de pagar pela água fornecida pelos carros-pipa, por falta de condições financeiras, o jeito é improvisar.
Dona Iracilda Cirilo, 41, mora no bairro da Ponta Grossa e reclama do transtorno. "Fui para a oficina do vizinho pegar água do poço para conseguir lavar as roupas e a louça, mas a água é ruim, é escura e não tem nem como tomar banho", disse.
De acordo com o superintendente do Procon, Adalberto Tenório, a taxa pode ser considerada abusiva caso o comerciante não apresente uma justificativa plausível para o aumento. "Em caso de fornecimento de água por caminhão-pipa, o preço não é tabelado e pode sim haver o reajuste, mas o vendedor deve explicar o motivo pelo qual o valor do serviço aumentou. A lei garante isso no Artigo 39 do Código do Consumidor".
Ainda segundo Tenório, o consumidor que se sentir lesionado pode procurar o órgão para denunciar. "É só ir até um dos postos de atendimento do Procon, na página do nosso Facebook ou através do telefone 151. As multas, dependendo do caso, podem variar de R$ 400 a R$ 6 milhões de reais", ressaltou Tenório.

 

(Do G1 AL)

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