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Economia

17/06/2015


FGV e empresa americana TCB apontam melhora no desempenho da economia

O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil permaneceu estável em maio, ao registrar 90 pontos, depois da queda de 1,1%, em abril, e de 1%, em março. Também manteve-se inalterado o Indicador Coincidente Composto da Economia (Icce), em 103,7 pontos na sequência de um recuo de 0,1%, em abril, e de 0,2%, em março.

Os dois indicadores são calculados em conjunto pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela instituição norte-americana The Conference Board, permitindo definir a tendência da economia.

Por meio do Iace, é possível comparar os ciclos econômicos do Brasil com os de 11 países e regiões já cobertos pelo TCB, entre os quais a China, os Estados Unidos, a Austrália, a França, a Alemanha, o Japão, o México, a Coreia, a Espanha e o Reino Unido.

O Iace reúne as variações de oito componentes econômicos, que incluem indicadores do mercado de capitais, da produção industrial de bens duráveis e as expectativas de empresas e de consumidores apuradas pelo Ibre-FGV.

De acordo com a nota técnica da FGV, a estabilidade do Iace reflete uma melhora no desempenho do volume das exportações, bem como uma evolução favorável na confiança dos consumidores e dos empresários da área de serviços e na produção de bens de consumo duráveis.

Em relação a este último, no entanto, os dados foram projetados com base na apuração do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativa a abril.

No caso do Icce, que mede as condições econômicas atuais, o resultado foi influenciado por uma condição melhor, especificamente em maio comparado a abril, no número de pessoas empregadas no mercado de trabalho, no volume de vendas do comércio varejista e no consumo de energia elétrica na indústria. O volume de energia consumido serve como indicador do nível de atividade produtiva.

O economista da FGV Paulo Picchetti considera “improvável que a retração econômica reverta sua trajetória no curto prazo”. Para justificar essa análise mais cautelosa, ele observou que os dados apurados em um espaço de seis meses ainda apontam tendências de desempenho negativo.

Agência Brasil

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