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Maranhão

30/09/2014


Flávio Dino se isola em primeiro lugar na disputa pelo governo

Faltando menos de uma semana para as eleições, o Maranhão vive um cenário eleitoral inédito. Pela primeira vez na história, um candidato de oposição à família Sarney pode vencer um adversário não apoiado pelo grupo, em primeiro turno e sem auxílio da máquina do Estado. Algo tido como inacreditável até por integrantes do clã Sarney mais pessimistas.

O ex-presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) e ex-deputado Flávio Dino (PCdoB) lidera em praticamente todas as pesquisas de intenção de votos no Estado com índices na casa dos 50% ou 60%. No levantamento Ibope mais recente, por exemplo, Dino estava com 48% das intenções de voto contra 27% de Lobão Filho (PMDB), principal adversário e o nome que o Grupo Sarney apostou nestas eleições no Estado. Os demais candidatos, somados, não chegam a 5% das intenções de voto. Em apenas uma pesquisa, Dino não levaria a disputa para o segundo turno. Mas o levantamento foi realizado com 90% de eleitores com nível de instrução inferior ao ensino médio e com 80% deles com renda igual ou inferior a um salário mínimo.

Apesar da liderança relativamente folgada, Dino evita nos bastidores contabilizar-se como vencedor. Existe uma preocupação latente com possíveis fraudes eleitorais no Estado, principalmente casos de compra de votos no interior do maranhão. Tanto que Dino iniciou uma campanha de montagem de comitês populares de fiscalização Maranhão com o objetivo de se evitar essa prática. A ideia do eixo dinista é que eleitores simpatizantes se inscrevam e fiscalizem casos de compra de votos em todo o Maranhão. A atitude é considerada inédita no Estado.

Também existe uma outra preocupação do eixo dinista de que o grupo Sarney crie “fatos falsos” com o intuito de minar sua candidatura nessa reta final de campanha. Na semana passada, foi divulgado um vídeo em que um preso acusava Dino de ser integrante de uma quadrilha responsável por assaltos a bancos e atos de tráfico de drogas. Durante as investigações, a Polícia Civil do Maranhão descobriu que dois diretores do Complexo Penitenciário de Pedrinhas direcionaram o depoimento do preso. Os dois agentes foram afastados. O eixo da campanha de Dino acredita que a intenção dos ex-diretores foi prejudicar diretamente a campanha do candidato comunista.

 

(Do iG)

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