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Maranhão

18/01/2019


Flávio Dino vê despreparo na equipe de Bolsonaro e critica decisão de Fux

O governador do Maranhão, Flávio Dino, foi o principal entrevistado do programa da Globonews comandado pelo jornalista Mario Sergio Conti na quinta-feira, 18 quando avaliou que o Governo Bolsonaro até agora apresentou desencontros e despreparo no apontamento de soluções para os sérios problemas brasileiros. Na área econômica, entende que não expôs ainda o conjunto de medidas com clareza. Ele questionou a decisão do ministro Luiz Fux de federalizar o Caso Queiroz envolvendo procedimentos não justicaveis do deputado Flávio Bolsonaro.

Ele criticou a forma como o Governo Bolsonaro tem tratado o caso do Ceará e insiste em apontar mais consistência em medidas sem ignorar investimentos em educação.

O governador propôs diálogo com os governadores do Nordeste e cobrou a rodovia federal nos planos da União.

GUARDA NACIONAl – Noutra entrevista para a GloboNews, na quarta-feira (16), Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, defendeu a criação da Guarda Nacional com 10 mil integrantes.

O objetivo, segundo Dino, é diminuir os índices de criminalidade no país. Na opinião do governador, a medida é muito mais eficiente do que endurecer penas, de acordo com informações de John Cutrim, do site Vermelho.

“O criminoso não vai consultar o Código Penal para calcular a pena (dos crimes que vai cometer), isso não resolve o problema”, declarou.

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Uma das prioridades de Sérgio Moro, à frente do Ministério da Justiça, é promover uma série de ações para endurecer as penas. Para o governador, a medida não resolve o problema. “Não podemos achar que apenas mudar a lei vai garantir a redução da criminalidade. A questão central é gestão”.

Dino mencionou o caso do Ceará, que tem cerca de 19 mil policiais e recebeu algumas centenas de profissionais da Força Nacional de Segurança para enfrentar os ataques que o estado vem sofrendo. “É uma gota no oceano”, diz.

No Canadá

“Eu defendo a criação da Guarda Nacional, como existe no Canadá, por exemplo. Seriam 10 mil integrantes para ajudar de verdade os Estados em momento de crise e para dar conta do que a Polícia Federal e as Forças Armadas não podem ou não querem fazer”, acrescentou.

Para ele, é possível diminuir o efetivo das Forças Armadas, pois não há perspectiva de guerra com países vizinhos. “Podemos reduzir gastos com isso e criar a Guarda Nacional. Aí, sim, ajudaria efetivamente os Estados”.

“Em vez de demagogia e coisas puramente retóricas, é preciso cuidar dos problemas reais”, acrescentou.

 

 

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