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Alagoas

02/09/2016


Flimar lota ruas históricas de Marechal Deodoro

É oficial. As ruas da histórica Marechal Deodoro estão lotadas de cultura – e também de pessoas em sua busca. Com início no último dia 31, a cidade recebeu mais uma edição da Festa Literária de Marechal Deodoro (Flimar), a sétima de sua história, desta vez homenageando o cantor Fagner e a psiquiatra alagoana Nise da Silveira. Seu segundo dia de atividades trouxe às ruas pessoas de todas as idades, já que a feira foi pensada para todos: do mais velho ao mais jovem. As atrações são diversas e não se limitam apenas à literatura, a Flimar também proporciona um encontro com o teatro, a música e o cinema. Por quanto sai esse pacote? De graça! A festa é para todos, é só chegar.

Em seu primeiro dia de atrações à luz do sol, a festa contou com palestras, muitas delas dedicadas a Nise da Silveira. O auditório do Espaço Cultural Santa Maria Magdalena da Alagoa do Sul acolheu a primeira mesa do dia, trazendo um debate sobre “O idoso, a leitura, a literatura: Ação transformadora”. A abordagem ficou por conta da médica geriatra e poeta Ronny Roselly e contou com a participação especial da atriz e escritora Íttala Nandi. A mesa teve como mediadora a professora e escritora Miriam Sales. O tema chamou a atenção do público, que lotou o auditório, a maioria idosos. A geriatra Ronny Roselly chamou a atenção para a forma que as pessoas veem o ato de envelhecer. “Envelhecer, do ponto de vista médico, é perder reservas. Mas ser velho é como ser jovem, só que com um pouco mais de esforço”, diz a especialista, que usou exemplos de escritores e autores que usaram a literatura para transformar vidas, como Clarice Lispector e o secretário de Cultura de Marechal Deodoro, Carlito Lima, responsável pela Flimar há sete anos. “A poesia nos faz olhar para ‘o que eu sou’, ela tem o poder de nos tocar a alma”. E conclui: “Somos todos iguais, mais velhos ou mais jovens”. Já a atriz Íttala Nandi, bem conhecida das telinhas, faz uma reflexão sobre a melhor idade. “Penso que estou aos 75 anos abrindo, ainda, a minha terceira mala da vida”.

Gazeta de Alagoas

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