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Brasil

01/11/2018


Fraga nega convite para ministério e diz querer rever Estatuto ainda em 2018

O deputado federal e líder da bancada da bala no Congresso Nacional, Alberto Fraga (DEM-DF), disse que não terá cargo no primeiro escalão do governo de extrema direita do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas que irá trabalhar para que o Estatuto do Desarmamento seja revisto ainda este ano.  A possibilidade da ida de Fraga para um ministério causou revolta nas redes sociais, incluindo entre os eleitores de Bolsonaro, pelo fato dele já ter sido condenado a 4,2 anos de reclusão em regime semiaberto pelo crime de concussão (usar o cargo para obter vantagens indevidas).

“Em momento algum discuti isso com Bolsonaro”, disse Fraga. “Tinha dito que não poderia estar falando de ocupar ministério quando tenho essa condenação. De forma inadequada esse assunto pegou outro vulto. Foi o dia todo ontem (31) e os 45 milhões que não votaram em Bolsonaro usam isso como argumento para me atacar e bater nele”, afirmou.

No dia 23 de outubro, Bolsonaro disse, em vídeo, que Fraga seria responsável por coordenar a bancada do governo no Congresso, o que levantou a possibilidade dele assumir um ministério.

Com a repercussão, Bolnaro usou as redes sociais para afirmar que os cargos ministeriais “não serão compostos por condenados por corrupção”. “Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”, completou.

Apesar da condenação, Fraga – que não foi reeleito – não se considera um “ficha suja”. “A condenação foi armada. O processo estava parado há 10 anos e, de repente, em dois dias o juiz me dá uma sentença”, disse. “Ficha suja é quando é transitado em julgado. Ou você acha que está vivendo em um país que acha que o Judiciário é superpoderoso, que não existe sacanagem, injustiça? O único propósito dessa condenação é me derrubar na campanha eleitoral”, disparou.

Sobre a possibilidade de rever o Estatuto do Desarmamento ainda este ano ele, foi enfático ao afirmar que o “assunto já vem constantemente sendo lembrado e discutido. É maioria simples. Agora, não vamos contar com o voto da esquerda, mas sabemos que temos maioria para aprovar essa flexibilização do Estatuto”, assegurou.

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