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Internacional

20/11/2015


França fará todo o possível para libertar reféns em Mali, diz Hollande

O presidente francês, François Hollande, afirmou hoje (20) que a França “fará todo o possível” para conseguir a libertação das pessoas feitas reféns durante ataque armado contra um hotel de luxo em Bamako, capital do Mali.

Em declaração feita antes de um discurso dedicado à 2ª Cúpula do Clima da ONU (COP21), agendada para o fim deste mês em Paris, Hollande pediu aos cidadãos franceses que estão “em países sensíveis” que “tomem todas as precauções”, em particular os franceses que se encontram no Mali, que devem fazer contato com a representação diplomática francesa.

“No contexto que todos conhecemos, pedimos aos nossos cidadãos que tenham cautela extrema. A vida não para, nem tampouco a atividade econômica, em todos os países que precisam de nós, mas é muito importante que pensem também na segurança”, afirmou o chefe de Estado francês.

Em declarações à agência espanhola EFE, um porta-voz da polícia militarizada francesa (gendarmerie) disse que 40 agentes das forças especiais de intervenção e uma dezena de integrantes da polícia científica estão viajando para o Mali.

A Air France informou que os 12 funcionários da companhia aérea francesa que estavam no Radisson Blu em Bamako, o hotel que foi alvo do ataque, conseguiram sair do local e “encontram-se em lugar seguro”.

Em nota, a transportadora francesa afirmou que os funcionários eram dois pilotos e dez integrantes da tripulação de cabine.

A Air France anunciou o cancelamento dos voos de hoje de e para Bamako, bem como um reforço da segurança em vários locais onde os aparelhos da companhia fazem escala.

Homens armados atacaram de manhã o hotel de luxo Radisson Blu em Bamako, fazendo 170 reféns, entre hóspedes e funcionários e matando pelo menos três pessoas.

Cerca de 80 reféns foram, no entanto, libertados. Entre eles encontram-se turistas e empresários de várias nacionalidades.

Fontes da segurança disseram que os homens armados são jihadistas, que eles chegaram ao hotel bem cedo, em um automóvel com matrícula diplomática, entraram e começaram a disparar armas automáticas.

Agência Lusa

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