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Geral

02/12/2014


General libertado pelas Farc renuncia ao cargo na Colômbia

MUNDO

O general colombiano cujo sequestro por rebeldes das Farc fez o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, suspender as negociações de paz com o grupo marxista renunciou ao cargo, alegando que deveria ter tomados maiores precauções de segurança.

Santos interrompeu as negociações depois que o general Rubén Darío Alzate e mais dois companheiros foram capturados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O presidente se recusou a retomar as conversas até que os três reféns e outros dois militares, capturados uma ocasião diferente, fossem libertados.

Os dois militares foram libertados na semana passada, enquanto Alzate e seus companheiros, um cabo e um advogado civil, foram soltos no domingo, após duas semanas de cativeiro.

"Por amor e respeito a nossa instituição militar, que tem sido afetada por tais incidentes, eu pedi ao governo nacional que me retire do serviço ativo", disse Alzate em declaração transmitida pela TV na segunda-feira (1).

Negociadores do governo estão retornando a Cuba, onde as conversas estavam em andamento, para uma reunião de dois dias com os interlocutores das Farc, embora as negociações não tenham sido retomadas oficialmente.

Alzate e seus companheiros foram capturados em 16 de novembro, quando estavam a caminho de uma visita a um projeto de energia eólica no departamento litorâneo de Choco, disse o general.

Em um esforço para passar despercebido e tranquilizar membros das comunidades locais, Alzate viajou em roupas civis e sem seu aparato de segurança usual.

"Devo reconhecer que minha gana de ser útil e meu amor pelo povo de Choco me levaram a ignorar protocolos de segurança que eu deveria ter adotado", disse Alzate, um experiente militar com 33 anos de corporação.

As negociações de Havana são o mais recente esforço para dar fim a um conflito que já dura cinco décadas na Colômbia, no qual mais de 200 mil pessoas já morreram e milhões de outras tiveram que deixar suas casas.

 

(Da Agência Reuters)

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