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Ceará

12/11/2015


Governador vai pedir ajuda federal para construção do Cinturão das Águas

Se as obras federais de transposição do rio São Francisco podem ajudar a trazer mais água ao Ceará na metade de 2016, é da União também que se espera um alento para o quadro de estiagem no Estado. Para o próximo ano, o governador Camilo Santana (PT) pedirá mais recursos ao Ministério da Integração para acelerar as obras do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) – além dos R$ 10 milhões mensais atualmente repassados.

A tentativa busca garantir que a água da transposição abasteça a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Na manhã de ontem, um balanço das ações de enfrentamento à seca foi apresentado pelo secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, em sessão na Assembleia Legislativa.

Segundo explanou, o Executivo prevê concluir 40 quilômetros do CAC no próximo ano. Precisaria de mais verba federal para avançar e garantir segurança hídrica à Capital. Conforme Teixeira, o CAC foi pensado principalmente para levar água às bacias hidrográficas do Oeste cearense. Mas, no cenário de estiagem prolongada, vai socorrer o açude Castanhão se chegar aos 53 quilômetros concluídos em 2016.

Atualmente, o reservatório amarga o volume de 12,9% – o pior nível desde janeiro de 2014, segundo dados do Portal Hidrológico do Ceará. E é do Castanhão que uma canalização de 250 quilômetros alcança a RMF. Além das obras estruturantes, o Ceará vem enfrentando a estiagem com ações emergenciais. O Estado elabora projetos para mais 73,1 quilômetros de adutoras de montagem rápida.

As projeções sobre o abastecimento em Fortaleza foram as mesmas já apresentadas pelo secretário Francisco Teixeira nos últimos meses: ele prevê a necessidade de medidas drásticas a partir de setembro se não houver bom volume de chuvas e se a população não economizar água. A informação foi divulgada pelo O POVO no último dia 1º.

 

Conta de água

O anúncio sobre modificações nas tarifas da Cagece deve sair nos próximos dias. A proposta do órgão é fazer pagar mais caro quem não reduzir o consumo mensal em 10%. As mudanças serão anunciadas quando a Cagece for informada do parecer final das agências reguladoras do serviço após duas audiências públicas. As medidas precisam ser divulgadas ao consumidor com 30 dias de antecedência e devem valer em dezembro.

 

Thaís Brito
O Povo

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