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Brasil

22/12/2015


Governadores do Nordeste demonstram perseverança para superar a crise

EXCLUSIVO

Quando foi acatado na Câmara Federal um pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, os governadores do Nordeste reagiram imediatamente contra a decisão do presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha. Ao longo de todo ano os governadores nordestinos demonstraram apoio à presidenta que passou por meses turbulentos ao longo deste 2015.
Na região que mais cresceu nos últimos anos, os governadores trazem uma visão otimista para o futuro e de superação para a crise. A Revista NORDESTE reuniu frases dos nove governadores que demonstram a perseverança do povo nordestino que sempre conviveu com as adversidades.
Na edição 109, a Revista NORDESTE traz a matéria “Um Brasil que dê certo”, que busca responder as incertezas da economia e da política do futuro brasileiro.

Paulo Câmara – Pernambuco
“O momento que vivemos é duro, mas é também um momento de serenidade, onde precisamos olhar o futuro e sermos propositivos. Precisamos de união nacional. O Brasil só vai superar essa grande crise que hoje tem – política, ética e econômica -, se todo o País se unir em busca de soluções, proposições, alternativas e de um bem comum. Precisamos organizar a governança para que o estado brasileiro possa avançar. E vai ser com a ajuda de todos; do povo brasileiro, dos órgãos de controle, das instituições estatais, da sociedade e, acima de tudo, com a ajuda do esforço comum”.

Ricardo Coutinho – Paraíba
“Nós vamos superar essa crise. Se aponta para o futuro unindo o povo com ideário. Esse país é muito forte. Nós vamos vencer as dificuldades. O povo brasileiro não pode retroceder, tem que mostrar a sua força na capacidade de compreender e avançar cada vez mais”.

Robinson Faria – Rio Grande do Norte
“Somos um governo otimista e que tem medidas concretas para o enfrentamento dos problemas: diante do que encontramos, iniciamos uma série de ações para redução de gastos com a máquina pública; nunca outros setores da sociedade civil tiveram tanto diálogo com um Governo; temos uma equipe técnica motivada; e tanto a auditoria que foi realizada, quanto o recadastramento que estamos fazendo agora, assim como a implantação do novo modelo de gestão são medidas que pretendem combater anomalias e irregularidades”.

Renan Filho – Alagoas
“O Brasil vive um momento difícil, porque alia uma crise econômica a uma crise política. O importante é que as instituições funcionem. O governo tem de governar e a oposição tem de ser oposição. Mas com uma ressalva: é preciso aguardar chegar a próxima eleição. A força institucional que o Brasil tem hoje não pode ser colocada em xeque. Eu sou sempre contra a qualquer tipo de golpe. A decisão tomada na última eleição deve ser respeitada”.

Camilo Santana – Ceará
“Acredito que a partir de 2016 sentiremos os sinais de uma retomada. A crise política me preocupa mais do que a crise econômica. Vejo um quadro complexo. A oposição tem o legítimo direito de se posicionar, de manifestar-se, mas o Brasil não pode ficar preso a uma agenda negativa. A radicalização não trará nenhum benefício ao País. É o momento de desarmar os espíritos, pensar no futuro, apoiar uma visão mais patriótica e respeitar a democracia, conquistada a duras penas”.

Wellington Dias – Piauí
“No cenário de recessão, provocado pela crise econômica mundial, o estado mostra que é possível transformar as dificuldades em oportunidades. Em janeiro de 2016 iremos agraciar os setores que tem mantido as contratações e ajudado o Piauí a ser o terceiro estado do Brasil e o primeiro do Nordeste que mais gera empregos formais”.

Jackson Barreto – Sergipe
“Está nítida a intenção de chantagear a presidente Dilma e a manobra tem cheiro e jeito de tentativa de golpe. É uma violência à nossa democracia, que foi construída com muito esforço por muitos, e de maneira nenhuma ajuda ao Brasil, sobretudo nesse momento de crise onde a nação espera de cada cidadão bom senso e responsabilidade cívica para colaborar com a saída do país da crise econômica em que se encontra".

Rui Costa – Bahia
“O País está atravessando um momento difícil, por isso nós precisamos nos ajustar e ter a responsabilidade de cortar na própria carne para sairmos dessa crise sem sofrermos grandes turbulências. Além do mais, é importante que o Estado continue a investir em ações que melhorem a qualidade de vida de sua população.

Flávio Dino – Maranhão
“A crise econômica vai passar, o Brasil vai voltar a crescer, vai voltar a gerar emprego, vai voltar a distribuir terra ao povo trabalhador. Nós aqui, no Maranhão, defendemos a democracia, somos contra qualquer tipo de golpe que é ensaiado em nosso país neste momento. É claro que todos nós que aqui estamos defendemos a apuração e a investigação de quem quer que seja que tenha cometido qualquer tipo de coisa errada. Agora, nós separamos as coisas. Nós defendemos que haja tudo isso, mas com respeito à Constituição, com respeito à democracia e às regras do jogo que foram estabelecidas” 

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