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Política

17/12/2015


Governo de SP corrige número de pessoas na Paulista de 3 mil para 50 mil

Opis, erramos!

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo retificou a estimativa de público da manifestação em defesa da presidente Dilma Rousseff, realizada nesta quarta-feira, 16, na Avenida Paulista. Inicialmente a Polícia Militar informou que haviam apenas 3 mil pessoas na manifestação. O número causou indignação entre os organizadores do evento, que falavam em números entre 70 mil e 100 mil manifestantes. Policiais que trabalharam no evento ouvidos pelo Estado estimavam 70 mil participantes. Segundo o Datafolha, foram 55 mil.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 17, a SSP tenta colocar a culpa na imprensa pelo erro de estimativa. “Em relação ao número de participantes na manifestação de ontem (16), alguns órgãos de imprensa erraram ao informar o número fornecido pela Polícia Militar. Foi noticiado apenas três mil manifestantes como número total, confundindo e desinformando a população. O registro de três mil manifestantes refere-se ao início da manifestação, atingindo 50 mil manifestantes no seu ápice, pela contagem da PM”, diz a Secretaria.

A versão não corresponde com as informações prestadas na quarta à noite pelo setor de imprensa da PM. Às 20h o Estado ligou para o departamento de Comunicação Social da PM para saber se havia uma nova estimativa. A resposta foi que o número final era de 3 mil participantes. Questionada sobre o momento em que foi feita a estimativa, a policial responsável pelo atendimento à imprensa disse que o cálculo ocorreu às 18h50, quando a manifestação estava no auge e os manifestantes já caminhavam da Avenida Paulista rumo à Praça da República, onde o ato foi encerrado.


“Achei muito estranho a PM ter dado este número e ainda confirmado no final do dia pela imprensa. Depois foram constrangidos pelas imagens a voltar atrás. Achei muita cara de pau”, disse a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral.

A Polícia Militar foi procurada para comentar o assunto mas pediu para que as perguntas fossem enviadas por e-mail que ainda não foi respondido.

Estadão

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