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Brasil

05/12/2014


Governo reduz previsão do PIB para 2015

O governo federal utilizou as projeções do mercado para estabelecer as metas fiscais dos próximos anos e se comprometeu a compensar eventual não cumprimento da meta de superávit primário dos Estados e Municípios, informou o Ministério do Planejamento nesta quinta-feira (4), reforçando uma mudança na condução da política fiscal.

Em valores nominais, a meta de superávit primário do setor público consolidado para o próximo ano é de R$ 66,3 bilhões, ou 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens que um país produz em determinado períodos), já descontados R$ 28,7 bilhões dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Separadamente, a meta do Governo Federal é de R$ 55,3 bilhões e Estados e municípios de R$ 11 bilhões.

"Caso os Estados e Municípios não atinjam a meta estimada, o Governo Federal irá compensar a eventual diferença", disse o Ministério do Planejamento em nota, com a atualização da proposta de meta de resultado primário para o próximo ano enviada ao Congresso Nacional.

A atualização reforça a mudança na condução da política fiscal a partir do próximo ano, com maior rigor e transparência. Uma das mudanças anunciadas é a utilização de projeções do mercado para estabelecer as metas.

"As estimativas para crescimento do PIB e inflação, e demais parâmetros para os próximos anos, utilizados para a atualização de proposta de meta baseiam-se nas projeções de mercado, apuradas pelo relatório Focus do Banco Central", disse o Ministério. A atual equipe econômica vinha se utilizando de projeções próprias para o crescimento, bem mais otimistas do que as do mercado.

As projeções do Planejamento para o PIB em 2015 também foram revisadas, de 2% para 0,8%.

 

(Do iG)

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