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Brasil

05/11/2013


Haddad diz que há nichos de corrupção em outras quatro secretarias em SP

Política

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (5) que, além do esquema de fraudes que desviava R$ 500 milhões e foi desbaratado pela Controladoria Geral do Município (GCM), já foram identificados “nichos de corrupção” em pelo menos outras quatro secretarias: a do Verde e Meio Ambiente, a de Habitação, a das Subprefeituras e a do Trabalho.

Em entrevista à rádio CBN, Haddad afirmou que a CGM, criada em seu governo, está “fazendo um grande pente-fino em todas as secretarias e subprefeituras da cidade comparando o patrimônio declarado dos servidores. “Montamos um regime de cruzamento de informações de cartório, Receita Federal e bancos para identificar os poucos e maus servidores que montaram um esquema de corrupção na Prefeitura de São Paulo”, afirmou.

Sobre o secretário de Governo, Antonio Donato, citado em escutas da investigação sobre fraude no Imposto sobre Serviços (ISS), o prefeito voltou a repetir que a postura do petista vai na contramão do que sugere a gravação. Vanessa Caroline Alcântara, ex-companheira do auditor fiscal Luís Alexandre Magalhães, apontado como um dos membros da quadrilha, afirmou em uma escuta que ele teria dado R$ 200 mil à campanha de Donato.

Ontem, o prefeito anunciou que irá convocar construtoras para representarem a documentação do imposto sobre serviços (ISS) dos últimos cinco anos, dando uma "oportunidade" para elas colaborarem com as investigações.

Entenda o caso

As investigações lideradas pela CGM revelaram um esquema liderado por quatro agentes públicos ligados à subsecretaria da Receita da Prefeitura de São Paulo, na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Os suspeitos foram presos na última quarta-feira (30), acusados de integrar um esquema de corrupção que teria causado prejuízos de pelo menos R$ 200 milhões aos cofres públicos, somente nos últimos três anos. Valor que pode chegar a R$ 500 milhões se considerado todo o tempo em que os operadores do grupo atuaram no esquema desvendado.

Na Operação Necator foram presos o ex-subsecretário da Receita Municipal, Ronilson Bezerra Rodrigues (exonerado do cargo em 19/12/2012); o ex-diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança, Eduardo Horle Barcelos (exonerado do cargo em 21/01/2013); o ex-diretor da Divisão de Cadastro de Imóveis, Carlos Augusto Di Lallo Leite do Amaral (exonerado do cargo em 05/02/2013), e o agente de fiscalização Luis Alexandre Cardoso Magalhães. Todos são investigados pelos crimes de corrupção, concussão, lavagem e dinheiro, advocacia administrativa e formação de quadrilha.

iG

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