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Internacional

18/03/2015


Homens invadem Parlamento da Tunísia, fazem reféns e matam pelo menos oito

Homens armados e vestidos como soldados atacaram a tiros as imediações do Parlamento tunisiano nesta quarta-feira. No Museu do Bardo, que fica nas imediações, várias pessoas foram feitas reféns e oito morreram no ataque, das quais sete são turistas estrangeiros, segundo fontes do governo. Forças de segurança do país falam em dois militantes radicais islâmicos encurralados no museu, e uma pessoa teria sido detida.

O Ministério do Interior afirmou que não tinha certeza, mas a mídia local relata que jihadistas teriam sequestrado reféns no prédio e portavam granadas e fuzis Kalashnikov. Fotos foram divulgadas nas redes sociais mostrando turistas se escondendo ou feitos de reféns no museu.

Duas explosões foram ouvidas no momento em que momento em que uma operação tentava retirar turistas ainda no local. Haveria 30 no local na hora do ataque.

Relatos não confirmados afirmam que as vítimas fatais estrangeiras seriam de Inglaterra, França, Espanha e Itália. A vítima tunisiana seria uma funcionária do museu. Foi relatado também um suposto ataque a um ônibus em frente às imediações. A polícia cercou o local.

Na hora do ataque, o ministro da Justiça e juízes estavam no Parlamento, segundo o deputado Sayida Ounissi. Um deputado afirmou à agência AFP que o trabalho foi interrompido após o barulho de tiros e que os paralmentares em sessão foram evacuados para o saguão do local. Outros relataram ter visto pessoas feridas.

Desde a revolução de 2011, que tirou Zine El-Abidine Ben Ali do poder e marcou a primeira derrubada de um governo na Primavera Árabe, a Tunísia tem sofrido para conter a ação de extremistas islâmicos no país. Vários atentados deixaram grandes cifras de mortos e feridos desde então.

Milhares de tunisianos radicalizados deixaram o país para lutar ao lado de jihadistas em Síria, Iraque e Líbia, que recentemente teve mais um episódio na escalada das tensões internas: o reforço da filial do Estado Islâmico no país.

 

Fonte: O Globo

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