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Brasil

23/05/2014


Impasse aproxima o PTN de Lídice

Bahia

A um mês das convenções partidárias que irão oficializar as candidaturas para a majoritária e proporcional, os bastidores da política baiana fervem com a possibilidade de trocas nos apoios.
Partido que alcançou relevância nas eleições municipais de 2012, na coligação do prefeito ACM Neto (DEM), quando elegeu cinco vereadores para a capital baiana, o PTN, que seria aliado do pré-candidato ao governo, Paulo Souto (DEM), pode mudar de lado, seguindo com a pré-candidata Lídice da Mata (PSB), caso não encontre condições favoráveis para eleger deputados estaduais e federais com os democratas.
Pelo menos esse é o recado que vem dos bastidores, enviado por lideranças que compõem a sigla. Os rumores iniciais de que o partido pode trocar de posicionamento tiveram origem na Câmara de Vereadores, aonde pares que vão para a disputa teriam expressado nos corredores a preocupação com a matemática da proporcional.
Na Assembleia Legislativa, o PTN tem atualmente três deputados, mas deseja ampliar o número. Na Câmara Federal, eles também almejam representação baiana. Para isso querem se acomodar em uma coligação que não sacrifique suas apostas de vitórias para as casas legislativas.
O certo é que pré-candidatos estariam demonstrando insatisfação com as propostas, principalmente de composição com o DEM, que traz de volta para a disputa no Legislativo estadual o deputado federal Luiz de Deus, além do deputado federal Fábio Souto, que se favoreceria por ser filho de postulante ao governo.
Presidente diz que aliança está sendo avaliada
O DEM teria um quadro maior de pré-candidatos, o que estaria levantando discussões também com outros partidos da oposição. Soma-se nessa movimentação, a possibilidade de alinhamento com o PV, o PRB e o PSC.
Diante do quadro, a articulação do PTN com o PSB já seria dada como certa, porém ainda não é confirmada pelos dirigentes. Essa mudança pode ser abortada a partir de conversas com o prefeito ACM Neto, que no DEM é quem deve liderar as negociações.
Apesar do cenário de suposto temor, o presidente estadual do PTN, Maurício Bacelar, negou ontem confirmação de apoio a Lídice. “Nós estamos conversando com os nossos pré-candidatos a estadual e federal para verificarmos qual o melhor caminho”, disse. Mas, admitiu a complexidade nos cálculos da proporcional. “A nossa aliança natural é com Paulo Souto, com quem temos ligação, mas estamos tendo muitas dificuldades na coligação. Se não resolver vamos para onde for mais cômodo”, enfatizou.
Bacelar esteve na última segunda-feira com o presidente estadual do PMDB e pré-candidato ao Senado, Geddel Vieira Lima. Ontem, a reunião foi com Souto, mas nada teria sido fechado. “Disseram que vão tratar do assunto e que iriam resolver”, contou o dirigente. Segundo ele, ainda não houve diálogo com a senadora Lídice, conforme cogitado. “Houve apenas o convite, mas nada foi conversado”, disse.
Segundo ele, a decisão que for tomada será representada por todo o partido. “Estamos unidos e vamos tomar uma só posição”, frisou. Os burburinhos na Câmara foram considerados pelo presidente, como naturais. “Lá a bancada do PTN tem boa relação com o PSB, mas as tratativas sobre esse assunto são da direção da executiva estadual do PTN”, afirmou.
Caso o partido opte por seguir a pré-candidatura da socialista, irá se diferenciar da posição nacional, já que o apoio ao pré-candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) foi anunciado esta semana.

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