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Ceará

08/10/2014


Inflação em Fortaleza acumula alta de 6,41% em 12 meses, segundo IBGE

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro em Fortaleza ficou em 0,45% superior ao registrado no mês de agosto, quando o índice foi de 0,07%. Incluindo os números de setembro, o IPCA acumula variação de 4,12%% e, em 12 meses, 6,41%, um pouco abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central, de 6,5%. O IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi divulgado nesta quarta-feira (8).

No Brasil, a inflação passou de 0,25% em agosto para 0,57% em setembro. Considerando os últimos 12 meses o índice foi para 6,75%, resultado superior aos 6,51% dos 12 meses imediatamente anteriores. Segundo o IBGE, é o maior índice acumulado em 12 meses desde outubro de 2011, quando atingiu 6,97%. Em setembro de 2013 a taxa havia sido 0,35%. No ano, de janeiro a setembro, o IPCA está em 4,61%.

Os alimentos tiveram a maior variação, de acordo com a análise do IBGE. Após caírem por três meses seguidos, eles voltaram a subir, registrando alta de 0,78%, influenciados principalmente pelas carnes.


De acordo com a coordenadora do índice de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, os preços dos alimentos, que pararam de cair no mês passado, deixaram de contribuir para a queda do indicador. "Em setembro os alimentos pararam de cair e não contribuíram com a taxa, já que os alimentos são considerados a maior despesa do consumidor. Nesses últimos quatro meses o resultado ficou ao redor ou acima dos 6,5%, repetindo o que aconteceu em 2013 nos meses de fevereiro, março abril e maio", disse Eulina.


Segundo a coordenadora, a alta de 3,17% nos preços das carnes sofreu efeitos da seca e do comércio exterior. “Os pecuaristas argumentam que os pastos ainda estão secos em função da seca, isso encarece a engorda do gado. Outro fator que também vem sendo atribuído é a questão da importação. O Brasil é o principal exportador de carne. A arroba do boi vem subindo desde o começo do ano”.


Apesar dessas altas, não é possível chamar a alta dos alimentos de generalizada, diz Eulina. “Podemos dizer que grande parte dos alimentos cresceu, mas não podemos dizer que a alta foi generalizada porque houve queda no tomate, a batata inglesa que é muito importante caiu, o feijão carioca que é muito consumido caiu, o óleo, o açúcar e outros itens importantes”.


Outros grupos


Depois dos alimentos, aparece como segunda maior pressão a alta nos preços dos transportes, de 0,63%, depois de subir quase a metade em agosto. O resultado foi impactado pelo preços das passagens áreas que, depois de uma folga pós-Copa, voltaram a subir (17,85%). Seguiram a mesma tendência de aumento os grupos de gastos relativos a vestuário (de -0,15% para 0,57%), comunicação (de 0,10% para 0,13%) e despesas pessoais (de 0,09% para 0,39%).
Na contramão da maioria dos grupos estão os de habitação (de 0,94% para 0,77%), artigos de residência (de 0,47% para 0,34%), saúde e cuidados pessoais (de 0,41% para 0,33%) e educação (de 0,43% para 0,18%), cujos preços foram reduzidos de agosto para setembro.
INPC


Nesta quarta-feira (8), o IBGE também apresentou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que variou, em Fortaleza, de -0,05% em agosto para 0,45% em setembro. No ano o INPC da capital cearense 4,15% e, em 12 meses, 6,45%. O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos.

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