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Brasil

10/12/2013


Infraero é pressionada a acelerar as obras no aeroporto de Salvador

BAHIA

 

O diretor de operações da Infraero, João Márcio Jordão, esteve no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, durante a tarde de ontem (9), para vistoriar as obras de ampliação do terminal. Uma comissão de Deputados Federais acompanhou a visita do diretor e cobrou celeridade nas obras que já estão atrasadas.

Um dos deputados presentes foi Colbert Martins (PMDB). Segundo ele, a perspectiva é que seja reduzido o prazo de entrega, pelo menos, da área do check-in, prevista para ser entregue em 30 de janeiro. “Não estamos questionando a torre que ainda não foi concluída, nem a praça de alimentação, nem as esteiras, que são obras também atrasadas. Viemos, principalmente, pedir que a parte do check-in fique pronta antes do carnaval que, para a Bahia, é um evento muito maior que a Copa de 2014. O carnaval é quando Salvador recebe o maior número de turistas, por isso, nesta reunião, estamos visando apenas celeridade na entrega dessa área específica” informou o deputado.

O diretor de operações da Infraero garantiu que a parte do check-in ficará pronta em janeiro. “Sabemos que a Bahia tem um atrativo na parte de turismo. Colocaremos mais um turno, juntamente com a equipe de engenharia, para que possamos acelerar as obras e deixar a Bahia pronta para o carnaval, como também para a Copa” afirma João Jordão.

Mas toda a obra de ampliação do aeroporto se estenderá até março de 2014. O diretor explicou que a demora se deve à mudança do projeto inicial e que a empresa NM Construtora – responsável pela execução – foi convocada para dar maiores explicações. “Com isso colocamos nossa equipe de projetistas junto com a equipe da empresa para dar mais celeridade ao projeto e ter a finalização da obra para os grandes eventos da Bahia”.

Na ampliação do aeroporto da capital baiana está incluso o aumento no número de guichês, tamanho do pátio, ampliação das salas de embarque e desembarque e novos equipamentos, dentre eles novas esteiras. As obras tocadas pela NM chegam a R$ 114 milhões.

Concessionários entregam manifesto

O presidente da Associação dos Concessionários Aeroportuários de Salvador (Acap), Franc Kragl, acompanhou a vistoria feita pelo diretor da Infraero e aproveitou para entregar a ele e aos deputados presentes, um manifesto assinado por cerca de 100 lojistas, reivindicando a manutenção do atual serviço de energia do aeroporto.

Os concessionários do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães foram surpreendidos, há cerca de seis meses, por um comunicado enviado pela Infraero, informando sobre a transferência do serviço de energia que, atualmente, é fornecido pela administradora do aeroporto, para a Coelba. Eles afirmam que tal situação só trará prejuízos, tendo em vista que caberá aos concessionários arcar com toda a mudança referente ao sistema elétrico e com a troca de equipamentos eletrônicos, já que a rede passará de 220w para 110w.

Segundo informações da Acap, a mudança de fornecedor comprometerá drasticamente o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, inviabilizando a continuidade do exercício da atividade empresarial dos concessionários.

“Toda essa mudança trará um prejuízo absurdo. Teremos que fechar algumas lojas e ainda há a possibilidade de provocar um apagão no aeroporto. Estamos buscando uma solução que tenha o bom senso como base. O atual fornecimento já funciona há mais de dez anos e até então não houve problema algum” desabafou o presidente da Acap. Ainda segundo Franc, não houve por parte da Infraero, uma justificativa plausível para a realização da mudança de serviço para a Coelba.

De acordo com os concessionários, não há condições para arcar com as despesas. “É fim de ano, precisamos pagar os funcionários, pagar o décimo terceiro. Se fecharem para reforma na eletricidade será um prejuízo sem tamanho” informou Robson Lopes, da concessão Ponto do Milho

Para Irenio dos Anjos, toda essa questão irá gerar, além dos gastos, demissões. “Já sofremos com as obras anteriores que diminuíram significativamente as vendas. Agora é o período de recuperar, o momento em que estocamos mercadoria para dar conta do fluxo de turistas, e querem fazer essa troca no fornecimento” dispara o dono da concessão Aracajé Tia Zazá.

Ao receber o manifesto, o João Jordão garantiu que irá direcioná-lo para a diretoria e que toda a situação será analisada. “Não queremos que não se tenha as lojas de alimentos. Vamos analisar e procurar a melhor solução para atendê-los.”
 

 

iG Bahia

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