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Internacional

01/12/2017


Irlanda diz que definição de fronteira pós-Brexit é possível ainda este mês

Um avanço sobre a definição da fronteira da Irlanda depois do Brexit, como é conhecida a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), é “viável antes de uma cúpula crucial do bloco  em duas semanas, mas as equipes de negociação ainda não chegaram lá”, disse nesta sexta-feira (1o) o ministro das Relações Exteriores irlandês, Simon Coveney. A informação é da Reuters.

Evitar a chamada “fronteira dura” na ilha da Irlanda é o último grande obstáculo antes das conversas do Brexit poderem progredir para as negociações do futuro relacionamento comercial britânico com o bloco e um possível acordo de transição de dois anos para a saída do Reino Unido da UE.

Na semana passada o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, estabeleceu um “prazo absoluto” até segunda-feira (4) –quando a premiê britânica, Theresa May, se encontra com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e seu negociador-chefe para o Brexit, Michel Barnier– para Londres apresentar “progresso suficiente” em sua oferta de separação.

“Vamos torcer para que consigamos fazer mais progresso nos próximos dias. Não acho que tudo precisa ser feito até a próxima segunda-feira, mas certamente precisamos ter uma posição, quando os líderes da UE se reunirem (em 14 de dezembro) quando, espero, que tenhamos um texto que todos aceitem”, disse o chanceler irlandês aos repórteres.

“Acho que é viável, mas acho que existe a necessidade de algum movimento e mais flexibilidade do que vimos até agora. Não estamos onde precisamos estar hoje, mas de fato acho que é possível chegar onde precisamos estar nos próximos dias”, frisou Coveney.

Se Londres atender as três principais condições da UE – um acerto financeiro para sua desfiliação, os direitos de cidadãos expatriados e a fronteira -, os líderes podem dar luz verde para as conversas comerciais na cúpula de 14 e 15 de dezembro.

Antes de poder aprovar a primeira fase, Dublin quer que May esclareça por escrito como pretende honrar o compromisso de evitar uma fronteira dura com a Irlanda, e diz que a melhor maneira de fazê-lo é manter os regulamentos dos dois lados de uma divisa que será a única fronteira terrestre do Reino Unido com o bloco depois do Brexit.

Agência Brasil

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