menu

Brasil

14/02/2015


Irreverência marca desfile do Galo da Madrugada nas ruas do Recife

O sábado de carnaval em Recife começou com o tradicional desfile do Galo da Madrugada. Desde o início da manhã os foliões se aglomeraram para a saída do bloco que é considerado o maior bloco do mundo. Nas proximidades da sede da agremiação carnavalesca a multidão começou a se aglomerar por volta das 7h, esperando o desfile do bloco pelas ruas do centro do Recife que começou, oficialmente, por volta das 9h30. O encerramento da folia do Galo da Madrugada está previsto para as 18 horas.

Muita irreverência e alegria são características do Galo da Madrugada que reúne outros blocos carnavalescos. É o caso do grupo de amigos do bloco Tô Perdido, que este ano resolveu sairá com o Galo com o tema sofrência, abordado em músicas românticas. "Eu tô procurando alguém pra sair da solidão, vou aproveitar o carnaval pra buscar minha paixão", brincou a técnica em segurança do trabalho, Etacíria Ramos, que "dirigia" a alegoria do bloco.

Além das tradicionais fantasias de passista de frevo, o carnaval no bloco também teve espaço para a crítica social. O comerciante Taíldo Barbosa, há nove anos incorpora o personagem Zé Cariri Pernambucano, no Galo da Madrugada.

Este ano, vestido de petroleiro, o folião trouxe um caixão e abordou os escândalos envolvendo a Petrobras. "Esse caixão traz muito sorrisos nas pessoas, mas também lembra um pouco as situaçoes sérias vividas no país", disse.

Em cima do caixão, transformado em uma caixa de som, um cartaz com os dizeres "honesto só Pedro Brás". Segundo ele, o personagem fictício é o único honesto de Pernambuco. "Sempre procuro trazer um pouco da sátira para o carnaval", destacou.

A folia também abriu espaço para tratar da diversidade. É o caso do artista plástico Luzarcus. Em uma fantasia rosa, ele encarnou o Capitão G. "G de gostosinho, de gulosinho, de goiabinha, de gordinho, de gay", explicou.

Ao longo do percurso de cerca de 6 quilômetros, os foliões se aglomeram entre os 30 trios elétricos que tocam nove horas de muito frevo e outros ritmos brasileiros, sem parar. Eles seguem o abre-alas formado por um galo gigante que movimenta as asas, vestido nas cores roxa, vermelha e dourada.

Seis carros alegóricos embelezam o trajeto do Galo, cujo tema deste ano é Asas da América, Asas para o Frevo e tem como homenageado Carlos Fernando, compositor caruaruense, responsável por uma coletânea de discos long play (LP) com diversos músicos de frevo e contribuiu para popularizar o ritmo.

Notícias relacionadas