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Pernambuco

07/03/2016


Jarbas Vasconcelos sugere que Dilma ‘siga caminho de Getúlio’ e se mate

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse acreditar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente escapará das denúncias contra ele e que a Operação Lava Jato também deverá chegar aos governos estaduais. Para Jarbas, o "impeachment pode andar, sobretudo com os acontecimentos da última semana" e que, em razão disto, não descarta a possibilidade de renúncia por parte da presidente Dilma Rousseff. O parlamentar, também voltou a defender a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem define como um "cínico" e "psicopata".

Em uma longa entrevista ao jornal Folha de Pernambuco, Jarbas disse que a Lava Jato deverá chegara outros políticos e partidos, além do PT. "Vai, acho que vai (a Lava Jato), acho que dificilmente o ex-presidente da República vai escapar disso. Os envolvimentos dele são vários, não é só a questão de sítio, apartamento no Guarujá, são outras fontes, outras denúncias de entrega de dinheiro, prestação de favores, então ele não está fora disso, ela (a operação) vai se avolumar", disse.

"Se ela já está 24ª etapa, vai avançar mais ainda, e na proporção que avança, ela vai pegar o Congresso Nacional, não ficar resumida só ao presidente da Câmara, tem o Senado da Republica… Pode chegar aos estados? Aos governadores? Pode chegar aos estados, e acho que deve chegar. É uma operação completamente exitosa, a demora dela ajuda a paralisar o Brasil, mas faz parte do processo", completou.

Para o peemedebista, o estrago político e a crise econômica não serão superados rapidamente. "O estrago que está sendo provocado no Brasil não é de um ano, de três anos, é de, no mínimo, uma década para o País voltar a crescer e se consolidar, a inflação ficar controlada, a escala de empregos voltar a crescer. Isso é uma jornada longa, não é coisa de um ano, três anos…", observou.

Jarbas, um dos maiores críticos aos governos do PT, disse que as possibilidades colocadas à frente envolvem o impeachment da presidente Dilma, a sua renúncia ou, a exemplo do que fez Getúlio Vargas, o suicídio. "Então você tem a hipótese impeachment, que dá em Temer; você tem a hipótese da renuncia, que também da em Temer. A outra hipótese é prosperar o processo contra a chapa, que aí é contra Temer e Dilma e teria que ter eleição… Eu acredito que o impeachment pode andar, sobretudo com os acontecimentos da última semana, o conjunto de fatos levam para isso que o impeachment é palpável. A renúncia? Eu não descarto a renúncia. E por que que eu não descarto a renúncia? Ela tem formação pessoal para renúncia? Não, não tem. Uma pessoa que foi guerrilheira não quer entregar os pontos, e a renúncia é isso. Mas ela pode chegar a um ponto, e se continuar assim vai chegar esse ponto, que ela não vai ter mais ninguém, nem quem está ao lado dela vai acreditar nela. Outra hipótese é o caminho de Getúlio, de pôr fim à vida, mas aí é um problema dela, de pôr fim a vida. Estou dando aqui as hipóteses que existem: Impeachment, renuncia ou ela atentar contra a vida dela", disparou.

Sobre o presidente da Câmara, Jarbas foi enfático em dizer que o Congresso não deverá tirar Cunha do cargo. "Não sai. Como é que a Câmara pode ser presidida por uma pessoa inescrupulosa, uma pessoa que mente, envolvida em corrupção que diz as coisas, recebeu propina, e fica rindo, fica brincando, fica debochando da população. Eu acho que o sentimento de vocês deve ser o mesmo que o meu, de ver um cínico, um psicopata presidindo a câmara. Como ele consegue ficar tanto tempo? Você acredita que essa pessoa que não tem condições de presidir a Câmara vai presidir uma questão como o impeachment? Ele atrapalhou até agora o impeachment, quantas pessoas deixaram de ir às ruas porque era ele quem conduzia o processo de impeachment?", questionou

"A prioridade nossa é tirar o Cunha. Mas Cunha vem trabalhando para colocar um aliado na presidência? Temos que fazer uma striptease do Cunha. Desmonta-lo O réu não pode presidir a Câmara. A Câmara está cheia de réus? Está. Mas não pode ser o presidente", afirmou em seguida. 

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