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Brasil

04/02/2015


Jovens ainda carecem de políticas públicas em Fortaleza

CEARÁ

Em uma cidade que possui quase 10 adolescentes mortos para cada grupo de mil, como apontado pelo 5º estudo de Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), as políticas para a juventude ganham ainda mais peso na balança desequilibrada da garantia de direitos. O levantamento utiliza dados de 2012 e foi publicado na última semana, colocando Fortaleza na dianteira entre as capitais brasileiras.

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Enquanto algumas políticas atendem a milhares de jovens, como os três Cucas, outras aguardam maior celeridade para se tornarem parte da Cidade. A construção de outros Cucas e a efetivação de projetos já anunciados estão entre as ações esperadas. Um desses projetos é o Juventude na Onda, lançado em novembro de 2013, mas que ainda aguarda prosseguimento. Além de reuniões com as escolas de surfe cadastradas e uma turma piloto de 40 jovens, não houve avanço significativo no projeto até agora.


Surfe e juventude

O Juventude na Onda objetiva dar suporte material e humano para 16 associações e escolinhas de surfe de áreas como Pirambu, Serviluz, Barra do Ceará e Praia do Futuro. Ainda falta, no entanto, a assinatura do convênio com a Federação Cearense de Surf, que ficará responsável pela operacionalização das ações. A assinatura é esperada ainda para este mês, afirma Amélio Rolim Júnior, presidente da entidade.

Entre as necessidades das escolinhas, ele aponta a compra de materiais, como pranchas e coletes, e a disponibilidade de profissionais e de sedes – que a maioria não tem. A reforma e a construção de sedes estava prevista, mas ainda não há qualquer posicionamento sobre isso, diz Débora Jamaica, titular da Coordenadoria da Juventude da Prefeitura.


Amélio indica que o recurso do projeto é de R$ 300 mil para as 16 escolas durante sete meses. Para que haja continuidade das ações, eles investirão na capacitação de profissionais e esperam que o convênio seja renovado com a Prefeitura, incluindo, em um segundo momento, a construção de sedes, por exemplo.


Raphaela Bahia é atleta e dá aulas em uma das escolas, a Aldeia Surfe. Segundo ela, as atividades são feitas “do jeito que dá”. Além da necessidade de sede, a atleta ressalta a importância de cursos. “A gente tem que lidar com muitas situações complicadas”, diz, sobre o trabalho com os jovens na Praia do Futuro.


Já Evandro da Rocha pontua que são 60 crianças e adolescentes cadastrados no projeto Resgatando Vidas, no Pirambu, do qual faz parte. Além do surfe e do futebol, oficinas e cursos são realizados por meio de parcerias. “Através do surfe, a gente consegue envolver a garotada”, lembra.

 

Saiba mais


Escolas e associações do projeto Juventude na Onda

– Associação Desportiva Barra Surf-Club (Goiabeiras)
– Associação Desportiva e Cultural Praia do Mero (Barra do Ceará)

– Associação Esportiva Cultural e Recreativa Arte para Caminhar (Pirambu)
– Ponte de Encontro – SCDH (Barra do Ceará)

– Associação Leste Oeste Surf Club Pirambu (Pirambu)
– Associação Comunitária Resgatando Vidas (Pirambu)

– Instituto Sol (Praia do Futuro)
– Associação Boca do Golfinho (Titanzinho)

– Aloha Escola de Surf (Titanzinho)
– Projeto Associação Vila Mar (Serviluz)

– Escola Beneficente de Surf Titanzinho (Serviluz)
– Associação de Surf Feminino do Ceará e Aldeia Surf Escola (Praia do Futuro)

– Projeto Colônia de Surf
– Associação de Surf do Pirambu e Adjacências – Aspas (Pirambu)

– Escola de Surf Leste Oeste (Moura Brasil)
– Projeto de Volta para Casa

 

FONTE: Coordenadoria da Juventude de Fortaleza

(O POVO) 

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