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Brasil

30/12/2015


Lama da Samarco continua vazando em Mariana; veja efeitos do desastre

na revista nordeste

Por Pedro Callado

Quase dois meses após o rompimento das barragens de rejeitos de mineração de Fundão e Santarém, no município de Mariana (MG), que lançaram 34 bilhões de metros cúbicos de lama tóxica no meio ambiente, o vazamento continua.

A barragem de Satarém, que conteve a lama que desceu do Fundão, continua vazando e, segundo engenheiro da Samarco, a vazante deve continuar até fevereiro, quando a empresa deve fazer um dique de contenção. A Samarco inclusive, divulgou em nota que a lama que está saindo da barragem não pode ser considerada como vazamento, já que, na verdade, “é uma movimentação de rejeitos sólidos em decorrência das chuvas”.

Na edição 109 da Revista NORDESTE, a matéria “Os Efeitos do Maior Desastre Ambiental do Brasil”, aborda o impacto da tragédia de Mariana e as consequência para o Rio Doce o mar de Linhares no Espírito Santo.

No dia 5 de novembro a barragem do Fundão, pertencente a Mineradora Samarco, no município de Mariana, em Minas Gerais, se rompeu. A onda gigante desceu o morro e levou a justante a barragem de Santarém, que juntas continha 62 milhões de metros cúbicos de lama de dejetos de mineração. Pelo menos 34 milhões de metros cúbicos foram lançados ao meio-ambiente, cobrindo no caminho a comunidade de Bento Rodrigues, deixando quase 600 desabrigados. A lama seguiu para o Rio do Carmo, que se juntou ao Rio Doce, um dos mais importantes da região sudeste. Os dejetos tomaram conta do rio nos 615 km seguintes até desaguar no mar de Linhares, no Espírito Santo. O episódio é considerado por especialistas o maior desastre ambiental da história do Brasil. A tragédia acabou com a fauna do Rio Doce e ameaça a vida marítima na costa do Espírito Santo. As consequências são caríssimas e praticamente irreversíveis para o país. 

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