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Brasil

23/12/2015


Líder do PSDB agora critica Eduardo Cunha e diz que ele joga com república

Destoando das atitudes do PSDB na Câmara, o líder do partido no Senado, Cássio Cunha Lima, faz duras críticas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Eduardo Cunha vem jogando com a República há muito tempo. Ele manipulava a oposição. Ele manipulava o governo. Ele fez da República malabares. Por isso, acho que situação dele é insustentável. Logo após o recesso, ele tem que cair, porque não pode um só cidadão fazer do país um joguete como vem fazendo Eduardo Cunha", diz o senador em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar.

Segundo ele, Cunha "não tem mais condições alguma de continuar presidindo a Câmara dos Deputados, sobretudo com o nível de manipulação que ele faz do seus interesses pessoais em relação aos interesses do Brasil". "Hoje o Eduardo Cunha é um mal para o país que precisa ser resolvido urgentemente pelo grau de manobra e manipulação que ele faz", reforça.

Cássio Cunha Lima admite que há “dúvida” se a presidente Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade, mas o Congresso tem a competência para julgar se isso aconteceu.

Na visão do tucano, existem provas de crime de responsabilidade que justificariam o impeachment da presidente. Segundo ele, ao mudar a meta fiscal de 2015, o governo tentou “limpar a cena do crime”. “Há crime de responsabilidade na veia”, diz, referindo a decretos de crédito suplementar se.

O senador tucano afirma que a oposição “continuará lutando pelo impeachment” no Congresso, mas “sem prejuízo de olharmos também para o que vem acontecendo na Justiça Eleitoral”. “São dois caminhos.”

A respeito da presidente, ele diz: “É fraca. Não consegue passar confiança. Enveredou por um caminho da inverdade, de forma deliberada, da mentira. Enganou o povo brasileiro dizendo que iria ajudar esse mesmo povo”.

Ao comentar a condenação em primeira instância do ex-governador Eduardo Azeredo, réu no mensalão mineiro, ele diz que o PSDB não desqualificará a Justiça, “como fez o PT todo esse tempo”. Afirma que foi uma estratégia legítima de defesa Azeredo renunciar ao mandato para tirar seu processo do Supremo e levá-lo para a primeira instância.

Em relação a acusações de corrupção contra o PSDB, como a retratada no acordo da Alstom com Justiça para pagar R$ 60 milhões a fim de evitar processo por propina no governo de Mario Covas (1998), o líder tucano diz que não há uma “grande autoridade” do seu partido envolvida. Ele diz que, no mensalão do PT e nos casos de corrupção na Petrobras, foi criada “uma organização criminosa” com expoentes petistas para o partido tentar se perpetuar no poder. 

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