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Brasil

07/03/2014


Lula identifica digital de Sérgio Cabral na crise com PMDB

Política

A estratégia traçada pela cúpula da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff para contornar a crise com o PMDB será privilegiar a interlocução com o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), e dar menos atenção aos ataques do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na reunião ocorrida na Quarta-feira de Cinzas no Palácio da Alvorada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria diagnosticado a influência do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para inflar as indisposições da bancada contra o vice-presidente.

De acordo com petista presente ao encontro, todos concordaram com a avaliação feita por Lula de que é necessário fortalecer o diálogo com Temer já que Eduardo Cunha estaria se prestando ao papel de estimular o rompimento da aliança nacional, desejo de Cabral após a decisão do PT de bancar a candidatura do senador Lindbergh Faria (PT-RJ) ao governo.

Cabral forçava o apoio do PT à candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão. No entanto, em janeiro, o partido presidido no estado pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, decidiu romper a aliança, entregar os cargos que possuíam no governo e bancar candidatura própria.

Magoados, peemedebistas do Rio já se dizem dispostos a montar no estado o palanque de Aécio Neves, atendendo a decisão tomada pelo partido de não aceitar palanques duplos.

Eles negam, no entanto, que a crise seja motivada apenas pela conjuntura política do Rio. “Ledo engano acharem que essa discussão da aliança está restrita aos problemas do Rio. A coisa é muito mais complexa”, comentou Eduardo Cunha em postagem em uma rede social.

Cunha está em viagem a Roma e mesmo assim mantém na internet o bate-boca com o presidente nacional do PT, Rui Falcão. Ele aponta que quem começou a discussão foi o petista. “Engraçado, sou agredido pelo Rui Falcão, respondo, aí ele vem e diz que não aceita ultimato? Quem está dando ultimato? Ele quer se fazer de vítima”, postou.

A mágoa do líder é porque Falcão teria dito, ao passar por um dos camarotes da Marques de Sapucaí durante o Carnaval, que o PMDB na Câmara estaria descontente por não ter recebido cargos na reforma ministerial.

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