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Política

11/08/2015


Lula ministro deixaria Moro pendurado na brocha

A informação que ganha força nos bastidores do Palácio do Planalto, segundo a qual o ex-presidente Lula poderá assumir a pasta das Relações Exteriores, na reforma ministerial a ser implementada em breve pela presidenta Dilma, deve estar tirando o sono do juiz Moro, dos procuradores do MP, da Polícia Federal e, claro, da mídia mais venal do planeta.

A nomeação de Lula reduziria a pó o objetivo final da "República do Paraná", que é envolver o ex-presidente na Lava Jato, para depois prendê-lo preventivamente, alijá-lo da disputa eleitoral de 2018 e criminalizar definitivamente o PT com o encarceramento do seu grande líder e referência.

Lula passaria a ter direito a foro privilegiado e Moro perderia, de súbito, a prerrogativa de destruir a carreira do maior líder de massas do Brasil. Como juiz de 1ª instância (apesar de todo endeusamento da mídia, ele é só isso), restaria a Moro fazer mais do mesmo até o esvaziamento do seu protagonismo. Também o procurador gazeteiro contumaz do Distrito Federal que abriu inquérito contra Lula perderia os holofotes, sendo obrigado a ciscar em outro terreiro.

Interessante também é imaginar o esperneio do cartel da mídia ante à reviravolta na conjuntura provocada pela indicação de Lula para o ministério. Primeiro, é mais do que certo um bombardeio incessante por não menos do que duas semanas denunciando a indicação de Lula como mera jogada oportunista para livrá-lo da Lava Jato. Posso imaginar os articulistas hidrófobos do PIG babando de ódio e os "especialistas" convidados pela Globo News e pela CBN lamentando que o governo Dilma possa ter tido a desfaçatez de impedir a ação do Judiciário.

Mas isso passa. Diante do fato consumado, logo a pauta será outra. Como morre de inveja do prestígio internacional de Lula, a mídia, fiel à elite atrasada e mesquinha a quem ela representa, passará a atacar as andanças mundo afora do novo chefe do Itamaraty.

Porém, Globo, Folha, Estadão e Veja não tardam a ter de enfrentar o seguinte dilema : como explicar para o distinto público que seu inimigo nº 1 faça tanto sucesso entre presidentes, primeiros-ministros, reis e rainhas ao redor do mundo ? Como seguir atirando pedra numa personalidade que atrai a admiração e o respeito da sociedade de tantos países ? Como continuar a caluniá-lo se sua imagem de campeão internacional do combate à fome e símbolo da luta pela inclusão social ganhará ainda mais relevo ?

Não sei se Dilma terá coragem para mexer essa peça estratégica do tabuleiro. Acho até que não, já que a ousadia não é exatamente o seu forte. Também deve pesar o receio de ser ofuscada no governo por alguém com o peso de Lula. Da parte do ex-presidente, também não é uma decisão fácil de ser tomada, afinal soa estranho mesmo que o presidente mais querido e aprovado da história do país assuma um ministério, deixando de lado seu instituto, seus projetos e palestras.

Contudo, diante da gravidade da crise política que vivemos, que seria um petardo capaz de abalar as estruturas golpistas, ah isso seria.

Blog do Pepe

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