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Brasil

22/01/2016


Lula pede para ser dispensado de novo depoimento em caso ligado à Zelotes

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira (22) à Justiça Federal de Brasília que o ex-presidente seja dispensado de prestar depoimento como testemunha de defesa de um dos réus de processo derivado da Operação Zelotes. 

Os advogados do ex-presidente informaram à  Justiça Federal que ele já se manifestou sobre o suposto esquema de compra de medidas provisórias em depoimento prestado no início do mês e pedem que reavaliem a necessidade do petista falar novamente no processo, desta vez como testemunha do lobista Alexandre Paes dos Santos.

A petição foi encaminhada ao juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, que já intimou o advogado Marcelo Leal a se manifestar sobre o pedido. Os advogados de Lula condicionaram a dispensa da testemunha à concordância de Leal, pois o depoimento de Lula já foi deferido pelo juiz. 

Caso a defesa de Paes Santos insista na tomada de depoimento de Lula, ele terá que comparecer à audiência.

Segundo a Folha de S. Paulo, o advogado Marcelo Leal disse que vai analisar o depoimento anteriormente prestado por Lula para saber se suas respostas contemplam a intenção da defesa. Se as respostas não sejam satisfatórias, Leal disse que insistirá na tomada do depoimento de Lula.

Adiamento
A primeira audiência para ouvir as testemunhas indicadas por réus da Operação Zelotes, marcada hoje foi adiada. O jui adiou os depoimentos porque Fernando César de Moreira Mesquita, denunciado na ação, não foi intimado.

Com o adiamento, as dez testemunhas previstas para serem ouvidas nesta sexta-feira, indicadas pelos réus Hallysson Carvalho Silva e Francisco Mirto Florêncio da Silva, serão ouvidas na segunda-feira (25). Os nomes que já estavam previstos para segunda serão mantidos.

Nesta fase de depoimentos, estão incluídas 98 testemunhas, incluindo Lula. Entre as testemunhas, a presidente Dilma Rousseff foi indicada por Eduardo Gonçalves Valadão.

Das 98 testemunhas convocadas por depor, 12 podem responder às perguntas por escrito, de acordo com o Artigo 221 do Código de Processo Penal (CPP). Nessa relação, estão incluídas a presidente Dilma, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (DEM-RN) e Humberto Costa (PT-PE), além dos deputados José Guimarães (PT-CE) e José Carlos Aleluia (DEM-BA).

InfoMoney

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