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Brasil

12/12/2014


Maceió tem 46,35% do total da riqueza de Alagoas

Alagoas

A renda de Maceió continua sendo a maior parte de riqueza gerada em Alagoas, segundo a Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou, nesta quinta-feira (11), dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios do Estado, relativo ao ano de 2012.

De acordo com a Seplande, o PIB em Maceió concentra 46,35% da riqueza, sendo que o geral atingiu o montante de R$ 29,545 bilhões. Já os municípios de Pindoba (0,06%) e Mar Vermelho (0,06%) tiveram as piores porcentagens registrados.

Dos 102 municípios alagoanos, apenas cinco foram responsáveis por 63,80% da geração de riquezas, demonstrando uma centralização elevada na produção. Entre os principais estão Maceió (46,35%), Arapiraca (8,18%), Marechal Deodoro (3,80%), São Miguel dos Campos (2,99%) e Coruripe (2,47%).

Para os especialistas, mesmo sendo o principal produtor de riquezas, os números em Maceió se mantiveram relativamente estáveis, quando comparado ao período anterior. A Seplande diz que isso foi resultado do recuo no Setor da Indústria (24,42%), em particular no segmento Alimentos.

Arapiraca, o 2º maior PIB de Alagoas, no entanto, evoluiu em 11,2% em relação ao ano de 2011. Para a secretaria, este bom desempenho credita-se aos setores da agropecuária que cresceu 91,98% com a cultura da mandioca e ao setor da indústria cuja variação foi de 6,84%, impulsionada pelo segmento de bebidas.

O município de Marechal Deodoro apresentou crescimento de 23,24%, concentrado em sua maioria no segmento industrial (26,69%) por conta do aumento das atividades no setor químico-plástico e com a inauguração de uma nova planta industrial contribuíram diretamente para os a ascensão do município.

Ainda de acordo com o levantamento, São Miguel dos Campos ocupou a 4ª colocação em produção de riquezas, com 2,99%. Coruripe situou-se na 5ª colocação, com participação relativa de (2,47%) e uma variação negativa de 11,73%. Para o economista da Seplande, Roberson Leite, a variação negativa na Agropecuária (24,79%) é responsável pela queda nos municípios produtores de cana de açúcar, e pode ser atribuída a condições climáticas.

Mesmo se mantendo entre os cinco principais produtores, São Miguel e Coruripe apresentaram um decréscimo devido a seca que atingiu estes municípios, afirmou Roberson. Os municípios de Belém (0,08%), Olho d’Água Grande (0,07%), Palestina (0,07%), além de Pindoba (0,06%) e Mar Vermelho (0,06%) citados à cima tiveram pouca representatividade, respondendo por menos de 0,5% do PIB no ano de 2012.

Ainda segundo a Seplande, em temos gerais, a pesquisa aponta que a agropecuária apresentou recuo de 9,0%, a Indústria cresceu 9,1%, e o setor de Serviços deteve a maior participação, com 72,1% entre os setores produtivos, motivados pelos subsetores do Comércio e Administração Pública.

 

(Do G1 AL)

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