menu

Brasil

02/12/2013


Mantega prevê crescimento médio de 4% do PIB ente 2013 e 2022

Economia

Em evento em São Paulo, o ministro Guido Mantega, da Fazenda, disse que a economia brasileira tem condições de registrar média de crescimento de 4% entre 2013 e 2022 e afirmou que há projeções de que o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre – e que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3) – cresceu 2,5% sobre igual período de 2012. "O crescimento do PIB no terceiro trimestre sobre o terceiro trimestre de 2012 está projetado em 2,5%", disse o ministro.

Os economistas trabalham com uma previsão de encolhimento do PIB do terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior.

De acordo com a pesquisa realizada pelo Banco Central com economistas, o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2), a projeção de alta do PIB para este ano também é de 2,5%.

Ainda segundo o ministro, que participou do seminário "Brasil: uma visão de 10 anos", a economia está se recuperando gradualmente e que o investimento tem ganhado vigor. Mantega afirmou que inflação deve ficar mais acomodada nos próximos anos e projetou que, nos próximos dez anos, ela pode ter média anual de 4%, mas que dependerá da evolução do investimento e da produtividade.

Combustível mais caro

O governo pode voltar a cobrar a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis para melhorar suas receitas mas, no contexto atual, a prioridade é a inflação, disse Mantega.

"Poderemos no momento oportuno voltar com a Cide. Para mim, é um grande sacrifício tirar a Cide", disse Mantega, informando que a receita gerada pelo tributo é superior a R$ 10 bilhões.

"Se eu fizer uma pesquisa, acho que inflação será prioridade máxima. Ninguém quer deixar a inflação voltar", acrescentou o ministro.

Na noite de sexta-feira (29), a estatal Petrobras, na qual Mantega é presidente do conselho de Administração, anunciou reajuste de 4% no preço da gasolina nas refinarias e de 8% no diesel.

Atualmente, a alíquota da Cide sobre os combustíveis está zerada e, em outros momentos, ela foi usada para segurar o repasse do aumento de preços para o consumidor final.

"Temos condições de recolocar a Cide. Não agora, evidentemente, mas a inflação dá sinais de ficar mais bem comportada. Vamos ver no próximo ano e, quando conseguirmos reconstituir a Cide, ficaremos todos felizes", afirmou Mantega.

iG

Notícias relacionadas