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Ceará

26/11/2015


Médicos residentes do Ceará paralisam as atividades por tempo indeterminado

Os médicos residentes do Ceará paralisaram as atividades, nesta quinta-feira, 26, por melhores condições de trabalho. Um grupo de residentes faz ainda nesta manhã um ato na Escola de Saúde Pública do Estado, na avenida Antônio Justa, no bairro Meireles. Ao todo, mais de 300 residentes atuam em postos e hospitais do Estado.

Segundo a Associação dos Médicos Residentes do Ceará, a concentração para o ato iniciou às 9 horas na Praia de Iracema, de onde o grupo segue em direção à escola. Felipe Ramalho, presidente da associação, afirma que as reivindicações foram entregues ao secretário de Saúde do estado, mas a paralisação segue por tempo indeterminado.

“O movimento é em prol da saúde como um todo, da luta por questões da residência médica. Estamos atentos e preocupados com a situação da saúde do nosso estado e reivindicamos insumos, medicações e assistência à população”, explica ele. Felipe destaca que, apesar de a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) pedir reajuste salarial para os residentes, o movimento local está focado nas melhorias trabalhistas.

“Nós clamamos por melhores condições para os médicos atenderem as pessoas, e aguardamos uma posição da Sesa”, frisa o presidente. Na tarde desta sexta-feira, 27, os residentes vão participar de ato que pede melhores condições de saúde, às 15 horas, no Palácio da Abolição.

De acordo com a Associação do Ceará, mais de 300 médicos residentes atuam no Ceará em hospitais e postos de saúde. O POVO Online procurou a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), mas ainda não obteve retorno.


Ato em prol da saúde pública

O Sindicato dos Médicos do Ceará, Associação Médica Cearense (AMC) e Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará realizam ato em prol da saúde pública na tarde desta sexta-feira, 27, em frente ao Palácio da Abolição, a partir das 15 horas. O movimento integrará, conforme a organização, caminhada pela avenida Beira Mar até a Praça dos Estressados.

A presidente do sindicato, Mayra Pinheiro, critica o ''corredômetro'', ou seja, a internação de pacientes em corredores de emergência dos hospitais do Estado. “Pesquisas realizadas nas unidades mostram pacientes insatisfeitos devido a longa espera por consultas e exames, que chegam a demorar seis meses ou mais. A espera tem custado muitas vezes a vida”, afirma.

Em junho, O POVO denunciou os atendimentos de pacientes no chão em corredores do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. Até novembro, uma média de 77 pacientes era atendida nos corredores de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e 56 no IJF, segundos os dados do Sindicato dos Médicos do Ceará.

O Povo 

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