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Brasil

23/01/2015


Mercado de exibição brasileiro cresceu em 2014

Economia

O Informe Anual Preliminar, publicado pela Ancine, traz uma boa notícia para o mercado exibidor brasileiro. De acordo com os números divulgados, houve um crescimento de renda de 11,6% em relação a 2013, com a arrecadação totalizando R$ 1,96 bilhão. As salas de cinema receberam um total de 155,6 milhões de espectadores, número que supera em 4,1% o registrado em 2013.

Apesar dos bons índices do mercado exibidor, não é possível dizer que 2014 tenha sido um bom ano para as produções nacionais. Mesmo levando 19 milhões de espectadores aos cinemas, os filmes brasileiros não conseguiram figurar sequer entre os 10 mais vistos do ano. Nosso filme de maior bilheteria, por exemplo, “Até que a Morte nos Separe 2”, que vendeu 3,198 milhões de ingressos obteve praticamente a metade dos 6,2 milhões de “A Culpa é das Estrelas”, que seduziu sobretudo o público adolescente com sua história de amor com ecos do mítico “Love Story”, de 1970.

A comédia continua sendo o grande filão de bilheteria. Além de “Até a Sorte nos Separe 2”, dentre os dez filmes brasileiros de maiores bilheterias estão: “O Candidato Honesto” (2,253 milhões de ingressos), “Os Homens São de Marte… E É Pra Lá que Eu Vou” (1,780 milhão), “SOS Mulheres ao Mar”(1,727 milhão) e “Copa de Elite”(636 mil). A grande decepção ficou por conta de “Made in China”, nitidamente voltado, porém mal-sucedido, para um público C e D, que se resumiu a 390 mil espectadores.
Mesmo perdendo em volume para o gênero das cinebiografias, que contaram entre outras, as histórias de Tim Maia, Getúlio, Paulo Coelho e Bispo do Rosário, as comédias ganharam no apelo do público nas bilheterias e assim prometem continuar em 2015. O primeiro mês do ano ainda nem terminou e pelo menos dois filmes demonstram a força do gênero: “Loucas Para Casar”, de Roberto Santucci, e “Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Anel”, de Felipe Joffily, ambos às portas de baterem os dois milhões de espectadores.

A outra notícia importante divulgada pelo Informe Anual Preliminar da Ancine registra o aumento do parque exibidor nacional que ganhou mais 205 novas salas, totalizando hoje 2.830 salas de cinema no Brasil. Destas, 62,5% possuem tecnologia digital. O desafio agora é chegar aos 100% e sobretudo atender ao mercado alternativo, que encontra dificuldades maiores para a implantação das novas tecnologias e depende dos editais públicos para se modernizarem.

Finalmente, vale registrar, em favor do cinema brasileiro no ano que se inicia o acordo firmado entre Ancine, exibidores e distribuidores com o objetivo de limitar o lançamento dos blockbusters nos cinemas brasileiros desde 1° de janeiro. O acordo estabelece cotas para a exibição de um mesmo filme em complexos de mais de três salas e visa repetir que grandes produções estrangeiras se concentrem em apenas uma região ou entrem em cartaz em todas as salas cinematográficas do Brasil. Uma medida que com certeza beneficiará o produto nacional mas que precisará de grande fiscalização.

CORREÇÃO: O filme vencedor do Globo de Ouro foi o russo “Leviatã”, de Andrei Zviaguintsev, e não o polonês “Ida”, de Pawel Pawilkowski, conforme publicado na coluna da semana passada.

 

(Do Brasil Econômico/iG) 

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