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Brasil

04/06/2014


Ministro do Turismo fala exclusivamente com a NORDESTE e faz balanço da Copa

NESTA EDIÇÃO

A expectativa para o setor turístico brasileiro depois da Copa do Mundo de 2014 é bastante positiva. Em entrevista à Revista NORDESTE, o ministro do Turismo, Vinícius Lages, fala das previsões e dos investimentos futuros e recursos já aplicados para o Mundial.  

NORDESTE: Falta pouco tempo para a Copa do Mundo começar, mas, o senhor já nota uma forte movimentação no turismo no Brasil? Qual o balanço que o senhor faz para a situação atual?

Vinícius Lages: Sim. A Copa mobiliza torcedores brasileiros e do mundo, o que, por sua vez, motiva grandes obras e projetos no país. Na economia turística, áreas como hotelaria, aviação, pequenas e médias empresas (incluindo restaurantes e produção associada ao turismo, como artesanato), agências de viagem e transportadoras turísticas vão se beneficiar especialmente da repercussão da Copa. Teremos 3,6 milhões de viajantes dentro do país, entre brasileiros e estrangeiros, e aproximadamente R$ 30 bilhões serão injetados ao PIB nacional em 2014, gerados pela Copa. E mais do que isso: a força de trabalho, no setor, vai ganhar em qualificação. Considerando a alta na demanda por profissionais de diversas funções do receptivo turístico, o Ministério do Turismo criou o Pronatec Turismo, programa que já matriculou 166 mil pessoas em 54 diferentes cursos de atividades do setor. Só para o turismo, a projeção é que 100 mil postos de trabalho sejam criados para a Copa de 2014, número que representa um terço de todas as vagas criadas no comércio durante o ano de 2013.

NORDESTE: Como o Brasil vai estar após o mundial? A expectativa do trade turístico é positiva?

Vinícius Lages: Sairemos da Copa prontos para um novo momento do setor no país: com profissionais mais preparados, parque hoteleiro ampliado, ganhos de imagem e reputação para destinos e também empresas, além de vantagens competitivas em áreas como aeroportos e mobilidade urbana. Ganharemos o selo de realização de uma Copa do Mundo e alcançaremos um novo padrão de excelência em turismo, que nos qualifica na atração de grandes eventos e na captação de um número cada vez maior de turistas. E esse futuro está logo ali.

NORDESTE: Qual a estratégia do Ministério do Turismo para o período após a Copa?

Vinícius Lages: O ministério continuará com a missão de desenvolver o turismo como uma atividade econômica sustentável, com papel relevante na geração de empregos, renda e proporcionando a inclusão social.


NORDESTE: Na sua opinião, qual o verdadeiro legado que a Copa do mundo vai deixar para o turismo no Brasil?

Vinícius Lages: A Copa é uma oportunidade de consolidar o Brasil como destino internacional e fortalecer o movimento crescente do turismo interno. Não tenho dúvidas sobre nossos ganhos em qualidade de produtos e serviços de turismo e de todas as áreas relacionadas à economia do setor. Estamos apostando no retorno dos visitantes e no reforço do país como importante destino internacional.
 

(Veja a reportagem especial completa na Edição nº 90 da Revista NORDESTE, à venda em todas as bancas)

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