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Sergipe

17/05/2016


Movimento LGBTT promove ato nesta terça

Nesta terça-feira, 17, é o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia e na capital um ato das instituições da classe deve agitar a Câmara Municipal de Aracaju (CMA) durante a manhã. No Estado, mudanças estão sendo pedidas por LGBTs para a redução imediata dos altos índices de crimes registrados contra eles, principalmente no Nordeste.

A data é comemorada desde 1992 e foi escolhida para marcar a lembrança da exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS), declarada oficialmente neste dia. A partir daí, atos salientam o preconceito ainda presente e servem de alerta para os direitos que ainda não existem para às Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTT).

Em Aracaju não poderia ser diferente e cerca de 50 militantes vão marcar presença na Câmara da capital para apoiar o projeto de lei da vereadora Lucimara Passos (PCdoB) que deve ser votado na sessão de hoje e pede a alteração de homofobia para LGBTfobia, incluindo assim todos da sigla. Na oportunidade, estarão presentes entidades como Adonis, Astra, Unidas e o Levante Popular da Juventude.

Adriana Lohanna, coordenadora de Políticas Públicas LGBT da Seidh, também estará presente e ressaltou que o dia será muito mais de luta do que de comemoração. “Depois dessa onda atual de conservadorismo, nós temos muito mais que lutar. Nós, infelizmente, estamos com mais registros de crimes contra os homossexuais, principalmente aqui no Nordeste”, relatou.

Ainda de acordo com Adriana, dados precisos ainda não existem, já que a criminalização ainda não foi oficializada no País. “A dificuldade com relação aos números ainda existe, já que o Brasil ainda não criminaliza o que acontece com vários de nós nas ruas. Os fatos são registrados como lesão corporal até, mas nunca como homofobia”, explicou.

Algumas reuniões dos movimentos já aconteceram com a Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE) para a busca de medidas que mudem essa realidade em Sergipe e as mudanças já são esperadas. “A partir de agora, na confecção do boletim de ocorrência já vai constar uma parte para a pessoa se declarar como LGBT e dizer que o crime foi homofobia”, contou Lohanna.

Além disso, a militante destacou ainda que alguns quesitos precisam melhorar no País. “Infelizmente, em pleno 2016, nós estamos retrocedendo. Precisamos de políticas públicas para isso e só assim a sociedade vai começar a entender que o LGBT também tem direitos e merece respeito”, finalizou. 

Jornal da Cidade

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