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Alagoas

08/03/2016


Mulheres cobram políticas públicas e o fim da violência

Movimentos sociais e centenas de mulheres saíram às ruas nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher, para pedir mais respeito e políticas públicas voltadas para o gênero. Depois da concentração na Praça do Centenário, no Farol, eles saíram em caminhada pelas ruas do Centro de Maceió.

A marcha faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas e realizou duas paradas: na Delegacia da Mulher e no Palácio República dos Palmares, sede do Executivo estadual. Segundo a Secretária da Mulher da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Girlene Lázaro, o movimento entregou pautas nesses dois locais.

"Na Delegacia da Mulher queremos cobrar as condições necessárias para que as mulheres vítimas de violência possam ser atendidas com dignidade. Já com o governador, protocolamos, mais uma vez, um pedido de audiência, que tem um ano que tentamos e até agora não fomos atendidas", ressaltou.

Entre as demandas entregues ao governador Renan Filho, estão a construção de creches e de mais delegacias especializadas em violência doméstica, a implantação de mais políticas públicas de saúde e o funcionamento do ônibus de combate à violência contra a mulher cedidos pelo governo federal.

"Esse ônibus deveria atender as mulheres do campo, mas até agora está parado no Corpo de Bombeiros. Além disso, também cobramos a construção da Casa da Mulher Brasileira, cuja única responsabilidade do Estado era ceder o espaço, o que não aconteceu. Também queremos avanços na questão de políticas públicas".

As manifestantes também levaram uma faixa pedindo a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e, com a participação do Movimento Sem Terra (MST), denunciaram o monocultivo da cana-de-açúcar e o uso de agrotóxicos no agronegócio em Alagoas.

"É um momento onde juntamos campo e cidade, com mulheres de todo o estado. O ato quer destacar a questão da violência contra as mulheres, que tem aumentado muito, mas também reivindicamos saúde, segurança, educação, moradia e luta pela terra", explicou a presidente da CUT, Rilda Alves.

A marcha, que seguiu até a Praça Deodoro, também no Centro, e deixou o trânsito lento na região, teve a participação ainda da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag), do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Pescadoras e do Sindicato dos Urbanitários. 

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