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Brasil

15/11/2014


Na Austrália, grupo dos Brics defende reforma no FMI

Bloco formado por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul enfatizou a necessidade urgente de reforma do Fundo Monetário Internacional e prometeu avançar na criação do Novo Banco de Desenvolvimento, capitalizado pelos cinco países; "Em meio às dificuldades da conjuntura internacional, foi fundamental que, em nosso último encontro, no Brasil, tivéssemos aprovado a criação de dois importantes instrumentos, o Banco de Desenvolvimento do Brics e o Acordo Contingente de Reservas, para potencializar nossa atuação econômica e financeira", disse a presidente Dilma Rousseff, durante o encontro na Austrália; crise global preocupa países ricos e emergentes.


Os governantes dos países mais ricos do planeta, reunidos para o encontro de cúpula do G20 na Austrália, se comprometeram neste sábado a fazer o possível para erradicar a epidemia de Ebola.

"Os membros do G20 se comprometem a fazer o que for necessário para que os esforços internacionais resultem na erradicação da epidemia, e enfrentar o custo econômico e humanitária a médio prazo", afirma um comunicado publicado no primeiro dia do encontro, que termina domingo.

A epidemia de Ebola provocou mais de 5.000 mortes, em sua grande maioria na Libéria, Serra Leoa e Guiné, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Vamos trabalhar por meio de cooperações bilaterais, regionais e multilaterais, assim como em colaboração com as organizações não governamentais", completa o comunicado, que não especifica valores financeiros.

Os chefes de Estado e de Governo também apelaram ao Banco Mundial (BM) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que "continuem com o sólido apoio aos países afetados", para que sejam estimulados a "explorar novos mecanismos flexíveis para enfrentar no futuro as repercussões econômicas de crises similares".

O BM aproveitou a reunião do G20 para defender seu projeto de criação de "fundos de emergência" para combater de maneira mais eficiente as próximas pandemias e "evitar a repetição da reação lenta, tardia e muito fragmentada ao vírus Ebola".

A instituição considera que a propagação da atual epidemia pode custar mais de 32 bilhões de dólares à África Ocidental até o fim de 2015.
 

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