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Política

23/08/2016


Na semana do julgamento do impeachment, Temer pressiona indecisos no Nordeste

Dias antes do início do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff, o presidente em exercício Michel Temer marcou uma série de reuniões com senadores que ainda se mostram indecisos em relação à queda da petista do governo federal.

A agenda de Temer tem confirmadas para esta terça-feira (23) diversas reuniões com políticos que serão decisivos na votação do impeachment, com previsão de ocorrer já na próxima semana, após os senadores ouvirem a defesa pessoal de Dilma no Senado Federal.

Uma das reuniões ocorrerá com Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia de Dilma, ao lado de outros parlamentares, como Roberto Rocha (PSB-MA), que se diz indeciso quanto ao processo contra a petista, e João Alberto Souza (PMDB-MA), que já manifestou não acreditar em crime cometido pela presidente afastada, apesar de ter votado pelo prosseguimento do processo no plenário.

 

O ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão: ele é um dos alvos do presidente em exercício para votação no Senado
Antonio Cruz/ Agência Brasil

O ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão: ele é um dos alvos do presidente em exercício para votação no Senado

De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", Temer também tem reuniões agendadas com outros senadores do Nordeste, principal reduto eleitoral do Partido dos Trabalhadores – e, consequentemente, de defesa a Dilma: durante a tarde haverá reunião com Ciro Nogueira (PP-PI) e, posteriormente, com Eduardo Amorim (PSC-CE).

Ofensiva contra indecisos

Não é a primeira vez que Temer realiza uma ofensiva para convencer senadores indecisos a se posicionarem favoráveis à queda de Dilma do Planalto. Em junho, o presidente em exercício compareceu a uma festa promovida pelo senador Wilder Morais (PP-GO), até então apontado como em cima do muro em relação ao processo – posicionamento que mudou posteriormente.

Duas semanas atrás, foi a vez de o peemedebista abrir sua agenda para ao menos três senadores que também não mostram posicionamento claro: Lúcia Vânia (PSB-GO), Otto Alencar (PSD-BA) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Os encontros surtiram o efeito esperado. Dos três, somente um, Alencar, se posicionou posteriormente contra o processo – enquanto os outros dois passaram a se dizer favoráveis a ele.

O julgamento final do impeachment foi aprovado no último dia 10 de agosto, após o plenário do Senado dar 59 votos favoráveis a ele e apenas 21 contra – uma derrota considerável, visto que Dilma precisaria do apoio de mais cinco parlamentares para barrá-lo.  

iG

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