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Brasil

31/10/2015


NASA confirma grave falta de água no Brasil e ratifica Denúncia da NORDESTE

É grave a situação hídrica no Brasil. Novos dados de satélite mostram que a seca no País é muito pior do que se pensava, com o Sudeste perdendo 56 trilhões de litros de água em cada um dos últimos três anos, disse um cientista da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa). A informação da agência espacial americana só corrobora com a abordagem da última edição da Revista NORDESTE advertindo os Governos para a gravidade do problema não mais só afetando o Nordeste brasileiro mas, sobretudo, São Paulo.

 

De acordo com a Nasa, no mesmo nivel de abordagem da publicação, a pior seca do país nos últimos 35 anos também tem levado o Nordeste brasileiro, região maior, mas menos povoada, a perder 49 trilhões de litros de água a cada ano nos últimos três anos, comparando com os níveis normais, afirmou o hidrólogo da Nasa, Augusto Getirana.

 

Para a Nasa, há o entendimento de que os brasileiros estão bastante conscientes da seca, dado o racionamento de água, blecautes e reservatórios vazios em partes do país, mas esse é o primeiro estudo que documenta exatamente a quantidade de água que tem desaparecido dos lençóis de água e reservatórios, disse Getirana. Na prática, a Revista NORDESTE relata que os Governos, em especial de São Paulo, têm sido negligentes no trato de soluções para este grave problema.

 

"É muito maior do que eu imaginava", disse Getirana à Thomson Reuters Foundation. "Com as mudanças climáticas, isso vai acontecer com mais e mais frequência."

 

CANTAREIRA – O sistema da Cantareira, que fornece água para 8,8 milhões de moradores de São Paulo, tinha, por exemplo, menos de 11 por cento da sua capacidade no ano passado, segundo autoridades locais. A pesquisa de Getirana, publicada nesta semana no Journal of Hydrometeorology, tem como base 13 anos de informações dos satélites Recuperação da Gravidade e Experimento Climático (Grace, na sigla em inglês) da Nasa, que circulam a Terra detectando mudanças no campo de gravidade causadas pelos movimentos da água no planeta.

 

O país não tem uma falta de água absoluta, afirmou o pesquisador. O problema é que as regiões muito povoadas, particularmente o Sudeste, dependem de aquíferos e reservatórios locais, que não estão sendo reabastecidos devido à seca. Teoricamente, a água pode ser transportada de outras partes do país para cidades afetadas, disse ele, mas os custos financeiros e logísticos seriam enormes.

 

As novas informações de satélite devem representar um chamado de alerta para os políticos gerenciarem melhor a água e atuarem em relação às mudanças climáticas para lidar com a crise, declarou Getirana.

 

Os dados não permitem que os pesquisadores façam previsões de quanto tempo a seca vai durar, disse ele, acrescentando que os níveis de água continuaram a cair nos últimos meses.

 

TRANSPOSIÇÃO – Já no Nordeste é alta a expectativa para a conclusão em 2016 do Projeto de Revitalização do Rio São Francisco, também denominado popularmente de Transposição, dos dois eixos para atenuar o sofrimento de 20 milhões de brasileiros do Nordeste, cuja obra já tem 85% dos estágios concluidos.

 

A partir de novembro, o Governo Federal deve iniciar uma forte campanha publicitária de esclarecimento dos efeitos que a obra terá necessitando de processos de conscientização de uso quando a água estiver para consumo.

 

Em 2016, o Governo Dilma estará concretizando antiga reivindicação das populações do Semi-árido nordestino iniciado no Governo Lula.

 

TOCANTINS – Na Câmara Federal, já foi iniciado o debate sobre a possibilidade de transposição de água do volumoso Rio Tocantins para o São Francisco.

Da Redação COM AGENCIAS
WSCOM Online

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